domingo, 21 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Se não uma despedida, uma declaração de amor
(Antes eu deveria me justificar. Falar de quem eu sou. Eu peço pra que tudo que vem adiante seja interpretado, sentido, como uma realidade, que é nos meus olhos. Enquanto eu me entrego, não pensem se é certo ou errado. Pelos meus olhos, é só o que eu vejo, entendam. Usem, pra tanto, meus olhos!) Do futuro eu tenho mais medo que vontade. Não que isso seja uma coisa ruim, ou que a vontade seja pouca, não. Medo, de continuar me cobrando por um passado, que está por vir, e que não tenha chegado. Isso foi meio complicado: medo de me arrepender. É o risco que eu enfrento. Porque como de “um de vocês” (um de vocês, como nunca antes, além da própria família, eu tinha me sentido e talvez ainda, mais eu mesmo enquanto um de vocês). Porque como de “um de vocês”, unidos pela diferença, eu tenho sido tão único entre nós: eu me declaro torto, é difícil de entender, mas... A pessoa medíocre sem grandes feitos, fadado ao corredor não iluminado da vida dos homens que pensam igual. A perfeição atropelada – e eu não peço desculpas por admitir minha natureza. E por ser assim que a perfeição de atitudes que, eu penso, poderiam acontecer, morre em mim. Esses são meus erros e ausências com vocês e comigo, que não cabem aqui exemplos. Apenas entendam que assim é que eu sou.
Talvez eu pudesse criar um fluxo da perfeição pretendida às palavras, antes que ela morra nos meus pensamentos! Eu tento isso agora. Eu os amo! A profundidade disso é indescritível, por maior que seja o vocabulário ou a mais afiada linha de pensamento. Eu queria abraçá-los, enumerar os porquês, ajudá-los quando necessário, ser mais presente... não garanto por ser só mais um ser torto. Me cobro por parecer isso qualquer coisa tão banal, mas de fato agora eu penso que as palavras só poderiam entortar a pureza dos sentimentos. Não sei dizer o quão protegido me sinto, o quão em paz, em casa, no ninho. O quanto me faz bem ser, com vocês. Não sei traspor a força disso, que eu não consigo nem pensar, só mesmo sentir. Talvez já seja o bastante, visto que de fato o bastante é indescritível.
Foi difícil prolongar o que vem agora, apesar de saber que numa perfeição, os grandes amores não agradecem. Desde o início, palavra mais frequente é OBRIGADO. Agradeço a vocês. Se eu gosto do que sou e dos resultados que alcancei, é porque muito das cores, risos, olhares, pensamentos, ideias, expressões, jeitos; muito de vocês é hoje grande parte de mim. E o que mais uma vez me vem: obrigado. Eu, definitivamente, os amo. Quero tê-los eternamente, sem medo da força desse gigante: eternamente. Porque sei que mais forte é o elo que temos.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Por mim
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
omiti todas as ligações
Omiti todas as ligações, fingi não ouvir, mesmo (Mas não esqueço os nomes e recebo suas ligações incompletas como os mais sinceros beijos de amor). Não gosto de receber tanta coisa boa pelo telefone. Ou desejos engessados, ainda pior. O ego cresce e a cara imbecil aparece com o ‘obrigado’, quer de mentira ou de verdade. Não gosto nem pessoalmente das coisas boas. Os ‘grandes momentos’ sempre me deixaram um tanto incomodado, sem jeito. Acho que nasci pra amar o comum e descobrir o que se tem de bonito no que ninguém nota. O comum que eu sou, quase todos são. Nas mesmas respostas, nos gostos, até no pensamento “diferente”. Comum é sinônimo de previsível? De sem graça... Vi um filme há uns dias em que a personagem se arrependera em não dizer seu amor a alguém que morrera. Ora, se havia amor... a gente sente na alma, em alguns momentos de eternidade. Momentos comuns, os quais eu guardo e me fazem feliz, deveras. O sensível é a brisa que sopra no rosto da alma pálida. Palavra, dizer é a sonorização. parir, conceber o concreto. Aquilo que é certo o tempo faz ruína. E depois de tanto rodeio eu coincidentemente volto onde quis começar: o tempo que me move.
À meia noite o relógio apitou. Era o dia, mas ainda não era a hora. Que mania de ligarem à meia noite! Ao que for sincero – geralmente quem liga – até acho engraçadinho, mas é que aniversário não é ano novo (devaneio)! Nossa, eu realmente sou muito exigente e apegado a detalhes... Aos que se chateiam, perdão, saibam que eu também gostaria que fosse diferente. Nos resta aceitar. Aliás, o que fica desses vinte anos é aprender aceitar.
Tenho visto mulheres lutando contra o tempo. E eu me perco, aqui, ali... Aceitar. Não é comodismo, aceitar o que se tem e o que é novo, é como expandir a alma abraçando à volta... isso é tempo. Falam de amor, dinheiro, conhecimento, felicidade, liberdade... Sabe-se lá! Dominar não é ter, deveras (devaneio. E no devaneio eu me deixo, nas palavras inacabadas). Volto aos meus remédios de mais um dia comum.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Sobre a espera sem razão.
Você me tirou de casa em um dia bonito
Transformou a minha não-expectativa em algo que eu pude me dedicar
Você me deu uma ocupação e me fez sentir importante, mesmo não sabendo disso tudo
Ou que isso tudo pudesse ser tudo isso pra mim.
Você me fez acreditar na minha beleza e ser um pouco mais confiante
Me mostrou algo que eu pudesse pensar e falar, algo que pudesse me distrair por algum tempo, até a volta às minhas incertezas, medos, meu ócio seguro, meu lar
Sem saber, você me mostrou o céu, me expos ao vento que me torna sensível
E eu senti medo, como não sentia há algum tempo
Me fez ver as ruas que os homens inventaram; eu vi com olhar de estranhamento.
Me fez lembrar. Me lembrou que todos os dias eu poderia estar disposto.
Eu poderia ver tantas pessoas quanto meus olhos alcançassem e todas me seriam novas, todos os dias.
Me fez lembrar a beleza das pessoas, o asco, a desconfiança, o desejo, a má intenção, a mesquinharia, a pressa...
Eu olhava de baixo, um olhar pedinte queria mostrar indiferença. Interação pensada
Eu calculei qualquer gesto, era o medo.
E nessa hora já não tínhamos nenhum elo.
Você me deixou por ali, e o que parecia incompleto por realmente ser, tornou-se tudo o que eu podia saber.
Por um momento eu pude me desprender, mas algum tempo a mais e meus músculos não agüentariam a tensão.
Foi quando eu quis ser uma pedra em toda minha estática, foi quando eu quis ser diferente
Foi quando eu me perguntei se um dia isso acabaria; foi quando o sonho e o devaneio acabaram.
Talvez sem imaginar, você me fez ir pra casa, sozinho, sem motivos pra ter saído
Alargar as minhas asas, mas mantê-las curvadas, no espaço de um pequeno aquário.
E sem outra opção, talvez arrependido, eu volto.
O mundo me distrai, mas o que se foi é marca, não sai.
Você me fez pensar mais uma vez: tenho medo de lá fora, não quero ir.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sincronia
Toma banho e almoça; escova os dentes, arruma a cama e o quarto; lava a louça pra sujar depois. Enfim, faz o que convém, e que faz o tempo passar de qualquer jeito. Agora, esquece um pouco dessa barreira que tu utiliza, aquela, pra dizer quanto falta pra saber daquilo que tu quer ou pra ver quem realmente importa ou pra fazer alguma coisa que faz o tempo correr um pouco mais... esquece isso e repara como é vã a tua existência. Tentando saltar os números que deveriam ser somados. Mas tu fragmenta. E ainda é feliz a cada fragmento morto! E eu digo que tens razão, acho que não tem outro jeito quando o vento sopra espera.
Entre abrir e fechar as cortinas da casa, tu pode também acabar chorando ou sendo muito feliz, e assim como a cortina que tu fecha, o sentimento se esvai. É normal mesmo - eu te digo sorrindo - nesses momentos... esses.
Fala com alguém, escreve alguma coisa... Fica visível pro mundo né, pra que tu não te afogue nesse mundo todo dos teus pensamentos e ainda mais, pra que tu não te esqueça das cores e das dores lá de fora. Não te esquece disso. Antes de dormir lembra do teu rosto, e lembra que eu te acaricio e que tu é feliz assim, assim como eu sou contigo. Liga o ventilador... apaga a luz... desliga os botões luminosos..; ou então vê tv e depois vai pra cama cambaleando. Eu te amo.
E faz isso todos os teus dias. Não são teus. Os dias do tempo, até o dia, esse, teu por direito, ser teu nas tuas mãos.