Tu achas que arte é arte? Arte é qualquer coisa bem criticada!
Isso sim!
Nesse mundo sujo, nada é o que parece ser
!!
Nada é o que parece ser.
Tire uma foto de minha morte. Pinte um quadro. Qualquer coisa bem reputada torna-se arte, por que não a explosão de ideias confusas e contrárias? O sangue é vermelho, vermelho é visível, esteticamente agradável, ou confuso, sobretudo aceitável.
Ideias confusas e contrárias, nada concreto. Talvez, se a morte vier depois.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
quanto tempo?
Como é triste a dor de quem espera.. É a dor que espera arder enquanto colide – a aparente cura – com o invisível, com aquilo que foi criado, e por assim ser, duvida-se a existência.
Como se pode depender do que não se vê? Como acreditar, como confiar, respeitar; como ninar a dor numa canção que não se dança e não se canta e não se ouve...?
... e hoje, no silêncio dos segundos que me prendem tal qual a gravidade. No branco frio das paredes que envelhecem (envelhecemos) a cada minuto, cinco minutos.. eu controlo, sem controle. Na solidão das horas que se estendem e quando acabam, recomeçam. Dias que por mais diferentes, acabam todos iguais. Semanas que vejo, como um filme, na mente, repetindo-se numa dimensão que não posso tocar, se ela puder existir. Meses e novos planos. Anos e novos anos, e, hoje, e sempre, as mesmas coisas...
E no ‘final’ a dor da espera continua viva; a ausência, da cura; a dependência do tempo, a (cega) certeza de que, quando ele passar, passará. Ainda assim corremos contra o tempo em busca, a busca, não se sabe ao certo, talvez provar a importância de cada existência, não passar em branco. E ainda assim empurramos a engrenagem circular tempo pra que a dor de quem espera encontre alento numa ciranda suave, doce. É uma luta contra e a favor, de nós mesmos.
A dor de quem espera uma resposta, uma carta, um amor. Depender de um jogo inventado, brincadeira perigosa, sem escolha.
Sobreviver é pretexto, espere a hora certa e deveras, comece a viver.
Como se pode depender do que não se vê? Como acreditar, como confiar, respeitar; como ninar a dor numa canção que não se dança e não se canta e não se ouve...?
... e hoje, no silêncio dos segundos que me prendem tal qual a gravidade. No branco frio das paredes que envelhecem (envelhecemos) a cada minuto, cinco minutos.. eu controlo, sem controle. Na solidão das horas que se estendem e quando acabam, recomeçam. Dias que por mais diferentes, acabam todos iguais. Semanas que vejo, como um filme, na mente, repetindo-se numa dimensão que não posso tocar, se ela puder existir. Meses e novos planos. Anos e novos anos, e, hoje, e sempre, as mesmas coisas...
E no ‘final’ a dor da espera continua viva; a ausência, da cura; a dependência do tempo, a (cega) certeza de que, quando ele passar, passará. Ainda assim corremos contra o tempo em busca, a busca, não se sabe ao certo, talvez provar a importância de cada existência, não passar em branco. E ainda assim empurramos a engrenagem circular tempo pra que a dor de quem espera encontre alento numa ciranda suave, doce. É uma luta contra e a favor, de nós mesmos.
A dor de quem espera uma resposta, uma carta, um amor. Depender de um jogo inventado, brincadeira perigosa, sem escolha.
Sobreviver é pretexto, espere a hora certa e deveras, comece a viver.
quinta-feira, 5 de março de 2009
já era.
sem nome...
Acordo e
Braço cruzado; e a minha boca de lama
Por não te ter pra te agarrar na minha cama
Cê tava todo marrento na noite passada
E o meu suor era a água na boca; então
Se hoje eu te ver eu posso até dizer que eu vou tentar
Mas meus amigos, seus amigos, não vai dá..
Até parece fracasso mas pode crer que não é não, meu bem
É só meu jeito de fingir que eu não me importo com ninguém
Acordo e
Braço cruzado; e a minha boca de lama
Por não te ter pra te agarrar na minha cama
Cê tava todo marrento na noite passada
E o meu suor era a água na boca; então
Se hoje eu te ver eu posso até dizer que eu vou tentar
Mas meus amigos, seus amigos, não vai dá..
Até parece fracasso mas pode crer que não é não, meu bem
É só meu jeito de fingir que eu não me importo com ninguém
domingo, 22 de fevereiro de 2009
o mundo gira e as dores passam
O nosso mundo está pelo fim.
e nós estamos cada segundo mais velhos;
nossas crianças, cada segundo, menos crianças;
mas as nossas dores também se vão a cada segundo;
e em seu lugar, a novidade, os novos sonhos, as esperanças;
e alguns sorrisos, meus e seus, nascem e morrem, durante segundos..
Eu busco em mim mesmo alguma coisa de você, mergulho dentro me mim procurando qualquer marca que possa me confortar, que me faça lembrar você, aquele seu jeito de olhar, de falar, e a cada segundo eu te vejo mais distante de mim.
Tragam o tempo que parte a cada novo momento! Devolvam-me as lembranças roubadas, que a cada segundo me esvaziam e me fazem perder todo sentido.
O mundo gira, e as dores passam. Essa é a minha verdade, na qual tenho me abrigado e se tornará fato.
e nós estamos cada segundo mais velhos;
nossas crianças, cada segundo, menos crianças;
mas as nossas dores também se vão a cada segundo;
e em seu lugar, a novidade, os novos sonhos, as esperanças;
e alguns sorrisos, meus e seus, nascem e morrem, durante segundos..
Eu busco em mim mesmo alguma coisa de você, mergulho dentro me mim procurando qualquer marca que possa me confortar, que me faça lembrar você, aquele seu jeito de olhar, de falar, e a cada segundo eu te vejo mais distante de mim.
Tragam o tempo que parte a cada novo momento! Devolvam-me as lembranças roubadas, que a cada segundo me esvaziam e me fazem perder todo sentido.
O mundo gira, e as dores passam. Essa é a minha verdade, na qual tenho me abrigado e se tornará fato.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
- Eu só peço para ver
No fundo, essa é a minha única luta e a razão de todos os meus medos ‘infundados’. As barreiras que existem são as que eu mesmo crio, para manter na forma de sonho os sonhos que não são meus (a forma simples de ser ocupado e nunca completo; no fundo, o medo desse completo ser só mais uma parte). Sonhar é melhor que viver porque nunca me foi possível viver um sonho, e os sonhos são bonitos, ideais; a vida é sempre a vida.
Por que em mim brotou esta chaga, chaga que sangra ou pérola que brilha, dentre tantos, dentre tão diferentes, por que em mim o fardo de lidar com algo que hoje é incógnita parte indomável de mim?.. Por que me tiras, chaga, qualquer sentido ou conhecimento de tudo que tenho? Por que a única certeza, único fundamento, chão é o vazio, é escuridão, é o silêncio?
Não foi simples descobrir-te e hoje eu vivo na desilusão da tragédia, como um cego que cansou de tatear na escuridão do desconhecido e tenta torná-lo sua posse. Que fracassa, e o que sobra do resto não pode ser a saudade, mas a ausência de algo que ele enxerga dos olhos para dentro. E sonha. E desta vez, sonha.
Enquanto chaga, a dor e enquanto pérola, a lágrima. A dor é o sinal que me mantém vivo e se ainda há vida, há busca. Os olhos atentos, pele sensível, o que eu sinto e o que eu penso colidem em ressaca; não se sabe como chegar, onde encontrar e os caminhos são infinitos. Desespero de meus olhos, pele sente mas se mantém calada, e o vazio brota de tudo; com ele a lágrima, aquilo que meu corpo expele. Por mais uma vez, por todas as buscas, em todos os lugares.
E assim foi o retrato em movimento daquilo que vivi de mais bonito entre tudo que vivi. Como todas as coisas, como a vida, a minha ou de qualquer um ou a vida em si... diante do que vivi, do que vi, ouvi, senti, por onde passei, com quem falei, com quem me afinei, desentendi... não importa. Foi como todas as coisas, incompreensíveis, no fundo tristes, mas de uma beleza simples e impressionante, e na inocência de tudo que é puro ou desconhecido.
Por que em mim brotou esta chaga, chaga que sangra ou pérola que brilha, dentre tantos, dentre tão diferentes, por que em mim o fardo de lidar com algo que hoje é incógnita parte indomável de mim?.. Por que me tiras, chaga, qualquer sentido ou conhecimento de tudo que tenho? Por que a única certeza, único fundamento, chão é o vazio, é escuridão, é o silêncio?
Não foi simples descobrir-te e hoje eu vivo na desilusão da tragédia, como um cego que cansou de tatear na escuridão do desconhecido e tenta torná-lo sua posse. Que fracassa, e o que sobra do resto não pode ser a saudade, mas a ausência de algo que ele enxerga dos olhos para dentro. E sonha. E desta vez, sonha.
Enquanto chaga, a dor e enquanto pérola, a lágrima. A dor é o sinal que me mantém vivo e se ainda há vida, há busca. Os olhos atentos, pele sensível, o que eu sinto e o que eu penso colidem em ressaca; não se sabe como chegar, onde encontrar e os caminhos são infinitos. Desespero de meus olhos, pele sente mas se mantém calada, e o vazio brota de tudo; com ele a lágrima, aquilo que meu corpo expele. Por mais uma vez, por todas as buscas, em todos os lugares.
E assim foi o retrato em movimento daquilo que vivi de mais bonito entre tudo que vivi. Como todas as coisas, como a vida, a minha ou de qualquer um ou a vida em si... diante do que vivi, do que vi, ouvi, senti, por onde passei, com quem falei, com quem me afinei, desentendi... não importa. Foi como todas as coisas, incompreensíveis, no fundo tristes, mas de uma beleza simples e impressionante, e na inocência de tudo que é puro ou desconhecido.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
a nova personagem
Eu quero ouvir aquele toque de mensagem. Eu quero olhar nos olhos de alguém(ns), mas quero, além disso, que olhem nos meus olhos, e tudo isso em frações de segundo, por várias e repedidas vezes, enquanto caminho com pressa de buscar esses olhares que se encaixam aos meus, e sem nenhum outro propósito.
Eu quero ser mais visitado, mais lembrado, mais desejado e por todas as vias de sentido possíveis. Quero que meu nome seja dito em lugares que nunca foram. Que meu cheiro fique (mente e matéria) aonde nunca permaneceu. Que os meus não façam sem mim. Quero como sempre que seja como nunca foi. E apesar de tanta vontade, creio que a barreira invisível seja inevitável.
Por e para tanto, serei outro, e por mais complicado, desta vez minha personagem há de transbordar por todos os lados, cobrindo aquilo que até então não tinha cor e nem graça. E eu os terei, em detalhes que já cultivo e em novos truques, dentre tanta ausência e decadência que me rodeia, sem ofensas, apenas me cobro demais.
E que o brilho da visão que recebo enquanto a ausência da sobriedade se faz presente possa se tornar o brilho comum dos meus olhos. Ou, no mínimo em fatos concretos, que eu perca o medo de fugir da normalidade, afinal essa não me causa mais nenhum gosto.
Eu quero ser mais visitado, mais lembrado, mais desejado e por todas as vias de sentido possíveis. Quero que meu nome seja dito em lugares que nunca foram. Que meu cheiro fique (mente e matéria) aonde nunca permaneceu. Que os meus não façam sem mim. Quero como sempre que seja como nunca foi. E apesar de tanta vontade, creio que a barreira invisível seja inevitável.
Por e para tanto, serei outro, e por mais complicado, desta vez minha personagem há de transbordar por todos os lados, cobrindo aquilo que até então não tinha cor e nem graça. E eu os terei, em detalhes que já cultivo e em novos truques, dentre tanta ausência e decadência que me rodeia, sem ofensas, apenas me cobro demais.
E que o brilho da visão que recebo enquanto a ausência da sobriedade se faz presente possa se tornar o brilho comum dos meus olhos. Ou, no mínimo em fatos concretos, que eu perca o medo de fugir da normalidade, afinal essa não me causa mais nenhum gosto.
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