<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202</id><updated>2012-02-16T11:26:23.771-02:00</updated><title type='text'>7 e 13, qualquer lugar.</title><subtitle type='html'>...e quando o escuro é certo, olhar pro céu é sentir o universo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1737895495335173523</id><published>2012-01-17T02:21:00.002-02:00</published><updated>2012-01-17T02:21:57.453-02:00</updated><title type='text'>de novo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Choveu aqui. Eu nem percebi, achoque tudo já parecia meio aguado na minha visão mesmo antes da chuva. Os meusolhos andam tão vermelhos e apagados, e olha, eu sempre gostei tanto da maneiracomo meu olho fala... e agora eles parecem um pouco quietos. Não to gostandomuito de olhar no espelho. Mas choveu, na janela tem um cheirinho bom de grama,o mato tá tão verde, com várias gotas nas folhas, cheio de vida, eu fiquei comum pouco de inveja mas me senti contente por ter notado... a gente sabe que quaseninguém nota essas coisas. Amanhã eu vou tentar, sair de casa. To precisando,tomar um ar, botar luz nesses olhos. Talvez eu não consiga de primeira, é porisso que Deus inventou o depois-de-amanhã. Pra eu poder ter uma outra noite desilêncio e ar fresco no rosto, só eu e sem luz e sem pressa. E amanhã à noiteeu posso dizer que amanhã eu vou tentar de novo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1737895495335173523?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1737895495335173523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1737895495335173523' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1737895495335173523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1737895495335173523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2012/01/de-novo.html' title='de novo'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3780161209683129149</id><published>2011-11-12T01:13:00.001-02:00</published><updated>2011-11-12T01:16:05.574-02:00</updated><title type='text'>pesadelo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Eusimplesmente não consigo acordar desse pesadelo e tô até pensando que é isso quecostumam chamar de vida. O inferno é aqui. Abro os olhos tardiamente todos osdias. Durmo acordado até quando meus ossos doem por afundarem na cama. &amp;nbsp;Durmo na espera de acordar de vez, acordo econtinuo sonhando. As cores parecem mais mortas que no próprio sono. O vento sótoca a crosta de calor que envolve o corpo. Meu corpo pesa mais que nunca.Carrego pelo mundo o peso dos meus olhos tristes. A dor nas articulações magrase gastas – porque se lixam umas nas outras – parece o último resquício de vida.A gravidade pesa mais que nunca. Nossas paredes de concreto represam qualquerforma de vida. Eu tento olhar além e buscar cores de realidade, mas, meu deus,o pesadelo embolora todos os cantos. &amp;nbsp;Amiséria do homem em todos os sentidos, a morte como o novo produto, adesimportância de ser. As bem reputadas prisões verticais que nos impedem deenxergar o que havia antes a cima, o céu. A massa negra sob nossos pés aumentao impacto entre nossos ossos. O mapa verde e azul me parece marrom em toda suaparte, o verde queimou-se em dinheiro e o azul contaminou-se em lixo. Marrom.Os animais gritam sem controle à nossa morte e com razão. A insanidade do que já não se lembra o quê. Um mundo em que seespera o fim em nada ou em baratas não podia mesmo passar de pesadelo. Talveznão se possa acordar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3780161209683129149?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3780161209683129149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3780161209683129149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3780161209683129149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3780161209683129149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/11/pesadelo.html' title='pesadelo'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-4180220849810950775</id><published>2011-11-03T01:13:00.002-02:00</published><updated>2011-11-03T01:13:28.869-02:00</updated><title type='text'>parte</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os nossos corpos são as contençõesdas nossas existências. A nossa pele é a última capa que nos faz (à) parte.Enfim, estamos aqui, (à) parte. E a vida pare todos os dias, ao abrirmos nossosolhos, um mundo valente e cru, eternamente maior do que nossas existências.Algo em nossos olhos é ansioso. Alguns dias, algo em nosso olhos expele todaessa ânsia, dias em que nossos corpos não conseguem conter a força da vida. Nósrompemos o limite de nossos corpos e nossos corpos ainda nos contem. Não éfácil suportar a vida quando a vida pra nós é ímpeto desmedido. Os corpos nãosuportam a vida: morrem aos poucos. Somos (à) parte. Somos partes que afirmamsuas existências no vazio do outro. Somos partes completas que formam um todo. Algoem nossos olhos não vai parar de ser ânsia, mas meus olhos agora se apoiam nosteus e a vida parece mais simples, então. E o que vai ser depois não se sabe.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-4180220849810950775?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/4180220849810950775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=4180220849810950775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4180220849810950775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4180220849810950775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/11/parte.html' title='parte'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7231694514672493712</id><published>2011-10-27T00:57:00.000-02:00</published><updated>2011-10-27T00:57:43.055-02:00</updated><title type='text'>palavras a alguém importante</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;oi, amigo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu parei pra pensar em como responder a tua pergunta simples 'como tá?' e acho que posso dizer que tô melhorando, sem pressa, mas tô dando um jeito. Algumas coisas me irritam, outras me anseiam e outras me entristecem. Mas no meio de banalidades eu tenho gostado de mim, de algumas pessoas, dos meus dias. Numa conversa besta, dividindo momentos com pessoas boas, ouvindo música pela rua, me deixando apaixonar pelo meu professor de inglês, haha... Em banalidades, como os sentimentos mais puros são realmente exprimidos... Não sei se acredito em declarações de amor ou demonstrações intencionais, ou momentos especiais (além de não saber lidar com isso tudo, eu sempre travo e deixo coisas por dizer. Aliás esses dias que eu não tava bem, escrevi um e-mail pros meus pais, pra eles lembrarem do quanto eu amo eles. Mas eu não mandei. Depois de bastante tempo eu percebi que na minha família o amor não se diz, se vive. Por exemplo, quando tive em Blumenau pela última vez minha mãe me viu chorando. Depois de um tempo ela veio no meu quarto, falou sobre coisas engraçadas e disse que pediu uma pizza. Ela tava dizendo que me ama.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de estar deixando de ser tão cético nas coisas que eu não posso ver, eu ainda dou muita importância àquilo que eu posso sentir. E o que eu mais consigo sentir é me sentir bem do lado de alguém, é pertencer. Tudo isso num almoço com alguém, ou em ficar mais cinco minutos ali só pra passar um tempo a mais com alguém. E isso pra mim é amor, é o próprio ato e a própria prova de amor. Me sinto melhor em conseguir desapegar essa necessidade de colecionar belos acontecimentos, porque o que e é a vida em sua maioria se não a banalidade dos dias?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que eu esteja desmerecendo os momentos especiais, acho que eu só não tenho me cobrado por não acontecerem... e menos ainda tenho forçado isso.. a beleza desses momentos se dá justamente na raridade em que eles existem. É mais simples: tô valorizando o que é recorrente e aliviando as expectativas do que é raro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevi demais, não quero parecer egoísta. Mas acho que isso pode te ser útil e fazer sentido pra ti também. Não sei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como tu tá? Eu vou ficar bem feliz de ver uma resposta tão ou mais detalhada quanto a minha, se for tua vontade, claro! Tá aproveitando tua família? Tá fazendo algo útil? Tá vendo teus amigos? Aproveita bem, mesmo. Às vezes dá uma preguiça de sair do conforto de si mesmo, mas acho que vale a pena... Às vezes a situação não é exatamente como a gente gostaria que fosse, mas ainda assim tem sempre alguma coisa que se pode admirar e contemplar, enfim, viver. O tempo é ruim se a gente for ruim com ele. Então é bom aproveitar os dias, se permitir ser mais sensível (o quanto eu sei que tu é, por exemplo) e de fato viver, não só esperar os dias passarem. Não sei se isso faz sentido, mas espero que sim, se não eu vou ficar me sentindo meio imbecil, haha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu ainda não baixei o novo CD da Florence. Amanhã vou baixar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se cuida, fica bem e aproveita teus dias,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;com carinho,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7231694514672493712?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7231694514672493712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7231694514672493712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7231694514672493712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7231694514672493712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/10/palavras-alguem-importante.html' title='palavras a alguém importante'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1741809737734845945</id><published>2011-10-10T01:14:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T01:19:56.557-03:00</updated><title type='text'>nojo das rugas</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Algumascoisas são tão recorrentes. Com uma latência. Eu entrei na casa e não tinhapercebido que o teto tinha se desprendido e eu parecia mais perto do céu. Mas éque a sobridade não nos permite viver assim até por uma questão de saúde esegurança, e daí era sensato consertar aquele forro capenga, antes que o tetodesabasse sobre nossas cabeças antes que fosse tarde demais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;“&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;Latência&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;é a diferença de tempo entre o início deum evento e o momento em que seus efeitos tornam-se perceptíveis&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;” &lt;/i&gt;já diriam as ciências de todas asrespostas; como a gravidade e o tempo na pele caída enrugada seca manchada e marcada,um corpo com pouca vida de uma velha nua, magérrima, completa e entregue, comresto de pelos, resto de vida, resto da liberdade que pode suportar, mãos quejá foram abertas voltadas para frente sem vergonha e sem medo do fim, não sorrinão é triste não ama não odeia não se martiriza, não tem cara: está nua diantede todos e mesmo quase morta causa o mesmo efeito do primeiro grito de vida dorecém-nascido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;Eu mesurpreendi como existe sujeira entre o teto e o telhado da casa, onde a gentenão vê e a mão não alcança, ali. E de latente se tornou enorme, ali, em cadaburaco no forro, a sujeira no chão em cima dos móveis, com urgência sem licença.Chega uma hora que não há remendo que segure e não há olho que não veja, táali, aberto exposto, mais visível que a maresia que às vezes costuma meincomodar, encebando o piso que parece sempre molhado. Urgências. Eu sempreachei que a morada estava limpa, e no entanto tem sempre alguma coisa que fica,uma combinação um acúmulo do pó que foi a gente um dia com a maresia que grudano que é palpável e um dia aparece. Latência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;O fato éque o tempo passa o pó clareia os móveis a pele cria rugas o branco amarela overde seca. O teto desaba. Até ontem parecia estar tudo bem. E de repente.Quando foi? Eu nunca reparei. É maior do que eu imaginava. Tão latente quantouma doença sem sintomas. A gente põe a mesa e toma café, assiste à tv, falapouco depois da janta, mas é que o teto continua a cair. Daí a gente ficaassim, nada é tão estranho nem tão normal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Às vezes épreciso lidar com o que não presta. Às vezes é preciso se deixar sujar. Às vezes é preciso ser aberto com o que a vida dispara sobre nós. Com o que um dia já nos fez parte. Eu olheipro teto que não deu certo e encarei e levantei o teto com muito trabalho. Écerto que um dia o teto vai voltar a cair. Eu vou dizer olá pra toda sujeiraque se esconde acima do forro, eu vou lidar com o que eu não gostaria de ver edepois de algum tempo de latência e com novos olhos eu preciso fazer alguma coisapra que eu continue cabendo dentro de casa. &amp;nbsp;&amp;nbsp;E assima gente vai vivendo, lidando com a vida, adquirindo marcas manchas rugasganhando e perdendo pelos. Não foi fácil escolher ser assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1741809737734845945?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1741809737734845945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1741809737734845945' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1741809737734845945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1741809737734845945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/10/nojo-das-rugas.html' title='nojo das rugas'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-304607104840042887</id><published>2011-10-03T02:09:00.000-03:00</published><updated>2011-10-03T02:09:11.054-03:00</updated><title type='text'>corre</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Eladiz que sente vontade de algo que não existe. Às vezes prefere fechar ascortinas e se encerrar em si. Passa um dia inteiro entre palavras não ditas,tentando mensurar o que tem por dentro. Ora, meu anjo, as tripas dos animaisnão são tão diferentes das suas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Eladiz que tem dormido muito e muito mal. Ela está doente. Acredita que podemorrer a qualquer momento mas não é capaz de se permitir viver o quanto pode.Como consegue persistir nisso? Aprendeu a fechar os olhos quando sente dor,como se aliviasse. E desde então passou a cerrar cada vez mais seus olhos. Abreos olhos agora, aproveita que ainda podes ver a luz! Então caminha, sem saberao certo, vai. Abre essas cortinas, abre as janelas, abre a porta e vai. Correpela rua, sente o vento, a dor, o calor do teu corpo ao suar: estás viva. Teemociona com as crianças e sente que a vida pode continuar pulsando de algumaforma. E então corre! Com força, com vontade. Meu anjo, não liga se vais parecerestranha aos olhos deles: corres tão rápido e eles não costumam notar as coisascomo tu sentes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Elasabe que costuma ver além do que se vê. Ama e sofre ser assim. Mas fechar osolhos não a torna como os outros. Ainda é noite. As cortinas continuamfechadas. Quem sabe amanhã. Quem sabe ela possa abrir os olhos e redescobrirnas cores, uma razão para abrir as cortinas todos os dias, seja quantos forem 'todos os dias'.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-304607104840042887?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/304607104840042887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=304607104840042887' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/304607104840042887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/304607104840042887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/10/corre.html' title='corre'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-996924832235175493</id><published>2011-09-18T23:02:00.002-03:00</published><updated>2011-09-18T23:02:43.039-03:00</updated><title type='text'>recorte profundo. 1.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Fiquei procurando, numalista de nomes que de alguma forma me são comuns, alguém pra dar boa noite. Tãocheio de alguma ausência que me fez buscar alguém pra me dizer sem querer, semnem saber, quem eu sou. Alguéns. Eu buscava alguns nomes. Eu buscava um poucode mim. Não encontrei e fui dormir sem saber.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-996924832235175493?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/996924832235175493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=996924832235175493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/996924832235175493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/996924832235175493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/09/recorte-profundo-1.html' title='recorte profundo. 1.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7573339791512915625</id><published>2011-09-18T22:43:00.002-03:00</published><updated>2011-09-18T22:58:01.484-03:00</updated><title type='text'>no entanto continua vivo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O silêncio era capaz de derreteros seus ossos fracos, que já não faziam questão de permanerecem inteiros. Aslágrimas nos olhos distorciam toda a realidade. As luzes dos carros pareciamfaíscas de vida, mas estavam longe, como num quadro. Ele lembrava que o tempopassava, ele lembrava que existem tantos outros tão melhores que ele, a pontode sentir culpa de ser amado por seus pais. Ele não tem nada mais a oferecer.Ele forçava uma válvula de escape enquanto lembrava de tudo que havia perdido efracassado. Não consegue mais sentir dor. A casa borrada pelas lágrimas nosolhos o afastam da realidade do amanhã. Ele já tem uns tantos anos e estásozinho. Ele não tem nada melhor a dizer. You don’t have to feel guilty. Foilonge demais, o mais próximo da morte que já havia ido. Esqueceu como se ama.Esqueceu como se é triste. Esqueceu como se é feliz. Esqueceu como dói a dor. Ojogo já devia ter acabado. No entanto continua vivo. No entanto, não existe nenhuma razão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7573339791512915625?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7573339791512915625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7573339791512915625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7573339791512915625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7573339791512915625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/09/no-entanto-continua-vivo.html' title='no entanto continua vivo'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-5520757753970973962</id><published>2011-07-17T21:44:00.005-03:00</published><updated>2011-07-17T21:58:32.195-03:00</updated><title type='text'>Ele existe em algum lugar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Férias nos hospitais da cidade. Eu não quero saber da minha doença, se eu estiver doente. A ferida cresce como um fungo, silenciosa, e eu a escondo, a dor é recorrente, e eu a escondo, os médicos estão chegando e eu a escondo, eu a escondo de todos eu a escondo de minha mãe eu a escondo de mim mesmo em palavras como 'não tem nada a ver'. Ele parecia me odiar sem me conhecer. Ele parecia odiar o mundo sem o conhecer. Porque eu odeio o mundo sem o conhecer. Eu só queria tirar seus óculos pra pisar em cima pra deixar ele de quatro e com a bunda de fora de novo. NA. M de um nome bonito e cabelo raspado e de 90. ainda não combinei nossos signos porque afinal, foda-se. Os médicos estão chegando e eu rio escondendo coisas que não existem. Ele me olhava com a mesma superioridade que eu olhava o mundo e então estávamos nós no mesmo nível. Aquele que diz diz: Nível não é nivêl. Aquele que diz realmente acha que o espanhol é uma língua feia. Os médicos estão chegando e eu rio escondendo coisas que não existem. Eu odeio o mundo sem conhecê-lo. Eu o conheço e eu o amo porque entre tanta gente chata ele parece tão entediado quanto eu. Eu sorrio pra tantas falas belas, construtivas, claras, coerentes enquanto não as ouço. Alguém disse que somos intelectuais e eu nem acreditei, ainda bem que alguém repetiu. Eu não costumo confiar em mim mesmo. Eu dizia que somos todos idiotas enquanto sorria como quem concorda com a bela fala construtiva de alguém. Essa mania de platonizar é a minha forma mais agradável de não viver. Eu vou dizer pra ninguém que ele irá me visitar, ninguém vai ver as fotos dele tentando imaginar como seria possível eu e ele. Ninguém vai morrer de inveja e eu vou me sentir por cima. ninguém vai me cumprimentar com muita falsidade dizendo: vocês formam um casal lindo e eu vou agradecer ninguém e eu vou ser feliz e eu vou estar pronto pra começar a viver. Hoje eu sei que continuo escondendo coisas que não existem. Nós odiamos o mundo e não o conhecemos, nós nos odiamos e não nos conhecemos. Eu não vivo e nós não vivemos juntos. juntos. juntos. nós não vivemos juntos. nós juntos. Os médicos estão chegando e o medo torna-se maior. Não há medo da morte, há medo da dor. da dor em saber que a doença que não existe não existe. saber que nada que não existe não existe. ele não odeia o mundo, ele não é a minha doença e ele não vai me matar. nós não não vivemos juntos. ele vive em algum lugar. pra mim ele não existe. tanto quanto eu. mas os médicos dirão: ele vive em algum lugar. branco espera plástico descartável contaminação número dor ferida pulsa mata congela como se não doesse. fala construtiva de alguém. adia cuida de matar depois. humilha porque cuida de matar depois. Eu não vivo. Ele existe em algum lugar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-5520757753970973962?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/5520757753970973962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=5520757753970973962' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5520757753970973962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5520757753970973962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/07/ele-existe-em-algum-lugar.html' title='Ele existe em algum lugar'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-9083264923473351521</id><published>2011-07-07T01:51:00.001-03:00</published><updated>2011-07-07T01:54:33.753-03:00</updated><title type='text'>sim, é você</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você podia ser a minha nova promessa pra 2011. Roteirista, diretor, ator, o meu 'melhor de você'. A tv falava outra língua enquanto ele pensava no rapaz que tinha no mínimo, admitido sua existência. Fazer comida o tornava um pouco mais vivo. Ele dormiu a tarde toda, ele podia dormir a tarde toda, mas a culpa em não viver o tornava nem vivo nem morto, o tornava sonho. Mas agora era vivo, era vivo pra ele enquanto cozinhava e vivo pro rapaz, enquanto pensou em algo que ele disse. Será que ele disse meu nome? No mínimo mentalmente, será que ele disse meu nome? Enquanto lia, será que me achou interessante? Eu não esperava tanto daquele rosto vazio de criança despreocupada e em outras fotos, rosto de homem que é maior que o mundo. No mesmo mês e separados por um signo. Aquário não lhe caía bem, ele sabia. Na mesma cidade, e separados por um bairro. No mesmo curso e separados por uma universidade, e todas essas coisas. Ele lembrou da vez em que passava frio ao lado de várias pessoas que passavam frio, incapazes de se abraçar. Ele lembrou do atraso enquanto corria pra alcançar o ônibus enquanto os desconhecidos de sempre passavam de carro pelo mesmo itinerário. Ele lembrou que a vida é a concretização das não-concretizações. Ai, ele lembrou agora que deve acordar cedo amanhã. Eu amo esse filme. Eu também gosto de Alanis. Parabéns, você esteve ótimo. Não me pergunte e não questione mas eu só quero te beijar. Oi. Como é o curso aí? Gostou da oficina? Eu também. Eu também. Eu curti isso. Eu não curti isso mas finjo que curti pra que você pense o meu nome mais uma vez. Não desvia o olhar enquanto eu tiver coragem de fixar os meus olhos no teu rosto de presa. Porque eu sei que você vai crescer e me assustar e me amedrontar e me matar um dia, no melhor estilo 'eu gosto de morrer se for olhando pro teu rosto de caçador'. Porque eu sei que você não existe. Acabe comigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-9083264923473351521?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/9083264923473351521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=9083264923473351521' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/9083264923473351521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/9083264923473351521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/07/sim-e-voce.html' title='sim, é você'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-4256320794295061452</id><published>2011-05-15T18:12:00.004-03:00</published><updated>2011-05-15T18:25:58.919-03:00</updated><title type='text'>pensar em voz alta II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a: Voltou a chover aqui. A chuva torna as coisas mais escuras, menos nossas. Acho que choveu a noite toda, alguém ouviu? Pode chover toda chuva que houver mas o fato é que de noite eu não consigo ouvir. Então de manhã eu descubro a chuva nas marcas da chuva, no asfalto carimbado pelos pneus molhados, mostrando rastros que nossos olhos preferem ignorar ou ver de uma outra forma. Ué, choveu ontem à noite? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;b: De manhã parece sempre uma nova chance. A água da chuva é desvirginada desfigurada apodrecida assim que encosta algo que faz parte desse mundo. Desvirginada desfigurada apodrecida agora a chuva. Agora a chuva é mais que antes. Seja como for. Os carros tratam de secar as ruas com pressa, sempre com pressa, e pedindo silêncio fazendo barulho. Muita pressa, muito barulho e pouco silêncio. Os ponteiros do meu relógio, uma linha horizontal onde ver os ciclos se repetindo parece muito mais difícil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;c: Mas de manhã parece sempre uma nova chance. Eu ando e vejo a água suja de ontem parada nos bueiros junto com muita sujeira. Eu tô falando sobre 'asfalto e a nova cidade' e 'impostos e governos e consciências' e 'hoje e ontem que ainda tá aqui'. Também tô falando de 'muita vazão pra pouco escape'. As poças são do chão com uma propriedade de mais ninguém. As poças são os espelhos do céu; não, de tudo que se põe a cima. Mas a realidade das poças é diferente diferente da nossa realidade. Em comum: as realidades são sujas, desvirginadas, desfiguradas, apodrecidas. Depois evapora e não se sabe muito bem. Volta? Volta. Sem saber. Volta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-4256320794295061452?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/4256320794295061452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=4256320794295061452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4256320794295061452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4256320794295061452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/05/pensamento-em-voz-alta-ii.html' title='pensar em voz alta II'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7975103668845062353</id><published>2011-04-27T21:04:00.000-03:00</published><updated>2011-04-27T21:05:07.740-03:00</updated><title type='text'>Pensar em voz alta I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Eu ando cansado. Quanto mais o tempo passa e menos eu o tenho para exercer a vida, de fato; mais eu tenho percebido que sou uma carcaça que movimenta meus pensamentos, ímpetos e desejos de algo maior. Hoje eu me senti um possível mártir de uma classe. Logo depois eu me senti um nada, diante da beleza torta, da ingenuidade de pensamentos daquele travesti. Me pareceu tão confuso e acreditado de qualquer verdade que o dissessem... Ele morreria por uma causa. Uma cabeça confusa e mil ideias na cabeça. Algumas eu penso que virão a ser ações. E eu me pergunto, por que tanta dor de cabeça, comprimindo tudo que é possível no meu crânio? Algo já me disse desde sempre que o meu grandioso ato tão esperado é nada além de sonho e nada além dele eu admito realizar. Nada. Não, não é nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7975103668845062353?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7975103668845062353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7975103668845062353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7975103668845062353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7975103668845062353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/04/pensar-em-voz-alta-i.html' title='Pensar em voz alta I'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3169920840294847044</id><published>2011-04-23T15:42:00.000-03:00</published><updated>2011-04-23T15:43:26.429-03:00</updated><title type='text'>plebeu mal-cheiroso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A gente junto tem cara de desencontro. E engraçado que já passou da época que eu imaginava a gente junto. Mesmo aquela época, a gente junto e havia um abismo entre nós. Vários abismos. Eu nunca tive coragem de pensar em 'nós', a gente junto, pra mim, era 'eu e você'.&lt;br /&gt;Você me disse 'eu fujo de lá e você corre pra lá' e eu só pude achar que isso tinha, digamos, uma força literal; digamos que eu poderia escrever sobre isso com um sorriso sacana no rosto, bem do jeito que eu gosto. Aliás eu adoraria que você deixasse de ser interessante. Porque a tua beleza já me cansou faz tempo (tirando que tuas tatuagens estimulam em mim um fetiche que eu gosto de chamar de obscuro. Naquela época não tinhas - graças a Deus, porque eu iria mais longe, sabe-se lá onde.). Eu já conheci uns trinta e seis caras do teu tipo mais gostosos que você. A beleza em si é previsível e, meu bem, você já perdeu a pose faz tempo.&lt;br /&gt;Mas, sabe? Eu não sei. Eu queria saber. Eu ainda despendo tempo aqui, escrevendo sobre o nosso desencontro. Eu ainda faria esforço pra você dormir lá em casa. Eu voltava 'de lá' mais cedo. Porque o fato de você ser um mistério indecifrável - e que assim seja, meu bem - cria entre nós um abismo. Sempre a um triz ou um abismo de poder conhecer, deveras: conhecer para dominar. A sua beleza é a mesma - tirando suas tatuagens mal feitas - mas você se torna cada dia interessante de outro jeito, do jeito que eu adoraria conhecer. Das suas novas frases e fases, das suas novas músicas e dúvidas, das suas novas drogas e fodas. Sempre novas. Sempre indefinidas. Sempre um 'eterno vir-a-ser'.&lt;br /&gt;Numa lógica simples e impensada, você parece suprir o que eu quero: o meu buraco negro insaciável e o seu sempre-novo jeito de vir-a-ser. Então no mais baixo nível água com açúcar eu me vejo com instinto de sentir o teu cheiro encher as minhas mãos, a boca, de você. Mas fica chato terminar assim, de quatro, depois de tanta formalidade. Acho que cabe eu contar uma história:&lt;br /&gt;No tempo em que eu fora pequeno príncipe, de todo aquele amor gratuito e inexplicável - porém real, nem eu mesmo acreditara naquilo: 'meu amor, nós nos encontramos na hora errada, e eu ainda te espero n'algum outro tempo'. Eu não acreditara, mas fora verdade. A verdade de um tempo atrás. Hoje a verdade é outra e muito menos romântica, como você sabe; mas eu confesso que a-do-ra-ria te ter agora, nesse outro tempo: o meu maior prazer seria te mandar ir embora, depois, sem remorso, sem dor, com o sorriso sacana no rosto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3169920840294847044?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3169920840294847044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3169920840294847044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3169920840294847044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3169920840294847044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/04/plebeu-mal-cheiroso.html' title='plebeu mal-cheiroso'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-5637462958135132730</id><published>2011-02-13T19:04:00.000-02:00</published><updated>2011-02-13T19:05:16.109-02:00</updated><title type='text'>a roseira e o dente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Descobri uma roseira aqui atrás da janela do meu quarto, em Blumenau. Engraçado, eu to passando minhas férias aqui e não tinha notado ela, ali, o tempo todo. Eu to pensando demais em mim. Não, isso é só uma constatação, eu não vejo como um erro ou um acerto, porque todo mundo tem argumentos prontos contra os extremos, daqueles que só saem da boca e todo sub-consciente já conhece e já concorda. Se duvidar, a boca do ouvinte do discurso pronto pode até completar um desses quando pela metade. E seria exatamente igual, palavra por palavra.&lt;br /&gt;Mas, ai, eu não quero me perder por aqui, ler alguma coisa sem sentido e deletar tudo e esquecer que eu to precisando escrever não é de hoje. Eu to precisando escrever não é de hoje e eu tenho pensado muito em mim, acho que fica claro que essas duas sentenças são bem complementares. E pra não me perder, melhor, pra me achar e fazer sentido, eu vim escrever sobre mim porque consegui me desvendar um pouquinho através do meu olhar triste sobre uma roseira. Eu me sinto como alguém que puxa um fino fio de uma toalha de mesa grande diante de algum detalhe simples e completo que a vida apresenta num cantinho do quadro que eu pinto todos os dias pelos meus olhos que são meio castanhos, meio verdes, é que depende do dia, da hora, da irritação ocular.&lt;br /&gt;Antes de continuar eu só preciso constatar que queria ser assim verborrágico pessoalmente também, mas o que sobra é um silêncio de alguém incompleto, pronto a todo momento pra ouvir a frase que vai encaixar tudo no lugar, que vai dar sentido pra vida inteira. Daí ele vai ser feliz. Ai, ele sou eu, num conto bonito de livro em que nem tudo é verdade e acontece como descrito.&lt;br /&gt;Mas eu vim aqui pra contar do detalhezinho bonito que eu enxerguei hoje: talvez ela tenha 15 centímetros, galhos secos, e tá decepada, mutilada. Eu não achei triste, pelo contrário, gostei da capacidade de ser real que a roseira feia tem. Eu só entendi que era uma roseira pelos espinhos nos dois galhos, marrom-morte. Tem aquela frase, ‘num deserto de almas, uma reconhece a outra’ e por aí vai, eu acho que me senti assim com a roseira, ela me sugou os olhos e eu só gostava de olhar pra ela. A gente partilhava mesmas coisas. Tem algo, em ambos, que denuncia uma beleza tardia, efêmera, que deixa marca nem sempre agradável. Os espinhos me diziam rosas. O que sobra hoje é seco. Não é triste, é seco. Não é morto, porque ainda sente a chuva.&lt;br /&gt;Chuva que por sinal passou por aqui, daquelas de verão, muito barulho e cenário pra pouca existência do que se teme. Gosto de boas apresentações, creio que valorizam o que se é em essência. Boas ou más apresentações. Gosto de extremos, combatidos automaticamente pela inércia da maioria insensível. Mas eu gosto, me dou bem com as extremidades uma vez que não me mantive no centro, das atenções, dos olhares. Gosto de força, de temperamento, de tempero...&lt;br /&gt;Enquanto chovia eu fui à janela impetuosamente, sem medo de que a chuva molhasse o meu quarto, um cuidado que eu normalmente prezaria. Me inclinei, aspirei com força e mais de uma vez, daí eu senti o cheiro da grama molhada. Isso me deixou bem vivo. O cheiro, as lembranças da grama cortada na escola, a chuva na pele normalmente me deixaria mais sensível, eu olhava a roseira e só conseguia ser como ela, com uma fúria de vida que há tempos eu não via. Naquele momento, nós éramos mais fortes que o resto do mundo.&lt;br /&gt;Sem indagações eu aprendi com a roseira. Ela está seca, e talvez isso dure mais algum tempo, alguns meses, alguns anos. Mas enquanto a chuva existir vai haver vida também, pra ela. Em busca das rosas de outrora, ou do novo que possa surpreender. Em busca: isso é mais definitivo.&lt;br /&gt;Algumas outras vezes eu abria a janela sem dúvidas, sentia o frescor da tempestade passada, até quando decidi manter a janela aberta. Não me preocupo com danos se isso me trouxer mais vida. O cheiro agora mistura a chuva, a grama, e o esgoto ali perto. Eu me lembro que a plenitude, mesmo parecendo a maior grandeza da vida, é por certo um detalhe efêmero. Um dente-de-leão, ao vento. Um daqueles ali, que só percebi depois diante da vulgaridade ao lado da roseira imponente. Ele percebeu, depois de algum tempo, que agora se parece mais com um dente-de-leão: livre – e ciente do que é ser livre. Segue ao vento, sozinho, rápido e vivo, dure o tempo que durar. Até que chega ao chão, segundos depois, ou mais. Quando o fim simboliza o recomeço. Ele agora está só e ao vento, ele agora está pleno. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-5637462958135132730?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/5637462958135132730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=5637462958135132730' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5637462958135132730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5637462958135132730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/02/roseira-e-o-dente.html' title='a roseira e o dente'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1351805074628286247</id><published>2011-01-24T02:38:00.002-02:00</published><updated>2011-01-24T02:59:21.974-02:00</updated><title type='text'>verborragia I</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Era verdade era tudo verdade. Frases de impacto envolvendo grandezas. Era verdade, eu sinto na persistente existência indesejada de tudo aquilo que sempre diziam que era real enquanto eu não acreditava. Um bloco completo de prós e contras e o jogo começa a ficar um pouquinho mais sério a tal ponto de tudo – eternamente inalcançável por um triz&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;- ou nada. Nada mesmo. Tudo aquilo que sempre dizem. Mesmo que desnecessariamente, lembro a diferença entre sentir em todos os sentidos poros respirações palpitações pensamentos de ‘acho que to tendo um ataque porra eu to escorrendo onde fica a parede mais próxima eu realmente não quero morrer agora estou desenvolvendo jogos de vídeo game de duelos tive que acordar pra parar de visualizar mais vezes a mesma cena que se repetia sistematicamente ouvindo assuntos familiares gerados de uma visão limitada do todo todos os carros tão fazendo um barulho ameaçador quadrados azuis formando um xadrez com coisinhas dentro dos quadrados como frutinhas e eu vejo exatamente como tu e na pior das hipóteses se não voltar ao normal eu me acostumo a ficar assim’ e simplesmente ouvir falar. Agora eu falo com a sobriedade transcendente do que se diz sóbrio, além do limite. Além do limite, o ilimitado, e tudo que se tem como bases padrões costumes crenças razões e sentidos do todo – toda a limitação do limitado - fica ínfimo e se perde diante do infinito que invade os olhos num ímpeto visceral. Não eu não estou fascinado e isso é só o que eu consigo ver a mais. Eu me sinto desesperado e vejo bichos na cortina, como baratas que ninguém mais vê. Eu não quero ver. O jogo do tudo ou nada me assusta e eu odeio estar engasgado com esse gosto doce na boca. Eu me encontro cansado músculos abandonados boca aberta olhar vago e parcial e pequeno eu não consigo mais suportar o gosto doce na minha garganta e se eu não me acostumar com o gosto eu poderia vomitar até me livrar do melhor e o pior que agora é mais uma parte dentro de mim e maior que eu. Alguém desliga o som, isso me incomoda e se não desligarem eu não posso dormir e se for gradual minha atenção à música será gradual a devastação irreversível da minha capacidade auditiva, alguém desliga o som. É gradual a devastação irreversível do meu cérebro. E você, podre e recatado, é gradual a devastação irreversível do seu cérebro e de todos assim como é gradual a devastação irreversível da vida minha sua de tudo que simplesmente tem a ousadia de existir. Eu com a vida em funcionamento desviado noite vivida mesmo quando não se quer mais caminhadas involuntárias e irracionais vômitos amarelos pessoas olhando catarros sabor vômito. Você e os outros com suas respectivas ausências e fugas. reverborragia reverbera verbo rompe jorra. grafia gurgitar o que signfica orto? Será que isso nunca vai passar e se passar será que não vai ser somente a ilusão de ter englobado tudo isso (maior que eu)? O meu rim dói minha boca tá mais seca que o deserto isso só me faz mal e mal pros meus rins eu morro de medo de passar na frente de hospitais. Medo e compaixão. Compaixão por perdão. Perdão por culpa. Culpa por crime. Não quero ser descoberto: Eu sou o único culpado pela devastação irreversível de mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ciente. Ciente do risco e da falta dele, eu concluo que isso é apenas o começo. Ciente que vou esquecer como é sentir autodestruição e querer lembrar se melhor o tudo inalcançável por um triz ou o nada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Agora eu me sinto pleno.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As formas são por si só.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Acende essa luz de novo. Não vou dizer mas tive pavor de ficar no escuro de olhos abertos e não conseguir enxergar. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1351805074628286247?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1351805074628286247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1351805074628286247' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1351805074628286247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1351805074628286247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2011/01/verborragia-i.html' title='verborragia I'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1808985132118422825</id><published>2010-12-07T21:35:00.004-02:00</published><updated>2010-12-07T22:04:20.219-02:00</updated><title type='text'>guarda-chuva</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nessas horas eu me lembro de morrer. Boto as luvas de borracha e sem apego como quem examina um cadáver que nunca antes teve nome. Vasculhar o que ainda tem de mim, sem perfeitas condições e não mencionando os órgãos que nesse ano me foram amputados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Vamos nos abraçar e ser felizes. Você errou a concordância. O desespero de um futuro próximo sem nada nada ninguém nada e tudo vazio e incerto me faz te segurar com força e muitas vezes no dia. Desculpa eu preciso dizer que isso não é afeto. Eu nunca disse que eu não gosto de você. Eu não tocaria no corpo dele do jeito que toco no seu corpo. O nojo me daria ânsias. De vômito. Antes um cadáver. Antes o cadáver do meu amor. Eu me agarro em ti às vezes com mais força que carinho. Eu quero evitar voltar pro escuro e sozinho de todos os dias. A dor na cama esperando pelo sono, até que o sono ainda seja maior que a dor. A morte de todos os dias. O rim que torce e me curva a espinha. O rim que sangra pelo mijo pra me dizer o quanto eu estou morto e não tenho mais chances e as coisas só devem piorar. Não posso mais pensar nisso. Apenas me desculpe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- O que você construiu esse ano? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- Sabe, esse ano eu tenho que admitir que muitas coisas mudaram. Estou surpreso com meu amadurecimento em demasia, você entende? Ah doutor, eu aprendi muitas coisas, sem dúvidas eu construí muitas coisas. Admito que continuo sendo o mesmo ser amputado, uma cabeça asquerosa, que se movimenta e sangra. Mas esse ano eu adquiri algo quê... algo que me acompanha até hoje. É certo que tudo que como a situação crítica dos meus órgãos, enquanto eu o tiver eu o vejo cada vez mais podre. Mas com os outros restava a perfeição, a imagem que eu tive na minha cabeça, quando os perdia. Acho que prefiro vê-los podres ao meu lado do que perfeitos e longe. Tocá-los com minhas doenças os apodrece. Tudo bem contanto que continuem meus. Doutor eu só queria dizer que durante todo esse ano eu usei apenas um guarda-chuva. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu to deixando de te amar. É uma pena ser aos poucos. Você agora tem sido um corpo amputado, que me excita mais que qualquer outra coisa. Você é ridículo e seu amor é ninguém. Eu sinto nojo de me excitar te olhando. Suas camisetas têm as piores frases, você passou a se vestir mal. Você bebe e fica ridículo. Eu odeio sentir que meu amor acaba morto na lata de lixo e com cheiro forte. Eu odeio ser fraco. Eu odeio saber que enquanto eu te amava eu não tinha tanto tesão por você. O meu amor morre antes de um minuto, todos os dias, mais de uma vez por dia. Você não me merece e eu não mereço nada além de mim mesmo. Nada além de morrer.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- Doutor: esse ano eu aprendi como enlouquecer todas as noites e me manter são por conveniência durante os dias. Me sinto bem assim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1808985132118422825?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1808985132118422825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1808985132118422825' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1808985132118422825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1808985132118422825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/12/guarda-chuva.html' title='guarda-chuva'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7545761403240510349</id><published>2010-11-28T13:52:00.002-02:00</published><updated>2010-11-28T13:55:53.235-02:00</updated><title type='text'>ele precisa viver</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Há mais de uma hora acordado. A cama e as coisas continuam da mesma forma, como se ainda dormisse(m). Ele continua da mesma forma, como se nunca tivesse dormido. Porém nessas ocasiões é quando costuma sonhar mais que qualquer um. Andando em linhas retas e treinando diálogos que não vão acontecer, ao fundo o som do tempo que passa nos motores dos carros. Seu prazer dura pouco, e por tantas repetições seria chamado de doente caso não estivesse sozinho. Ele acredita que ser feliz é como sentir aqueles dois segundos de prazer, em tempo ilimitado. Engano. As cortinas e janelas continuam fechadas. Ele está preso nele mesmo e ele mesmo é a junção de fragmentos dos outros. Então ele está sozinho sem querer. Mantém os olhos abertos porque o sol invade impiedoso qualquer fresta. E ele foi ensinado que quando o sol está, seus olhos devem estar atentos, mas não muito. O sol invade impiedoso qualquer fresta: isso o deixa de olhos úmidos, ele se torna um pouco menos morto. Ele sonha um dia ser uma fresta invadida pelo sol. Vai até a janela às vezes, tomando cuidado pra nunca ser visto. Empurra a cortina pra conseguir ver mais de ‘lá de fora’. Olha com brilho nos olhos, é o que o sol causa. Ele se torna um pouco menos morto. Não entendo como ele consegue admirar as cores, as imagens de ‘lá de fora’. Mas ele olha como se admirasse um quadro impenetrável, ao qual ele não está contido. No fundo sabe que a arte impenetrável é ele mesmo e o mundo é só aquilo tudo que nossos olhos nem reparam. Me pergunto como conseguiu passar tantos anos em si mesmo a ponto de acreditar que o contrário poderia ser verdade. Sabe que quando o ‘barulho do tempo nos motores dos carros’ passar, ou ao menos diminuir, vai estar perto do fim. Ele vai esquecer as sutilezas e vai ser uma pessoa normal, assim que destrancar a porta e abrir o trinco enferrujado.&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7545761403240510349?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7545761403240510349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7545761403240510349' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7545761403240510349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7545761403240510349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/11/ele-precisa-viver.html' title='ele precisa viver'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-2113484747320263253</id><published>2010-11-27T00:53:00.002-02:00</published><updated>2010-11-27T00:54:21.896-02:00</updated><title type='text'>crônico</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormalCxSpFirst" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sabe eu passei algum tempo no espelho me perguntando coisas na cabeça. Talvez eu pensasse que o espelho pudesse me responder. Eu saí de lá e tentei esquecer mas eu não conseguia. Eu não conseguia porque eu continuei olhando pra mim. Parece besteira mas eu não consigo mentir. Eu acredito que esse seja o meu problema. O que eu não consigo acreditar é como se pode arranjar problema sendo sincero consigo e com os outros. Porque a verdade só deveria trazer coisas boas. Daí eu me lembro com um riso sem saída que ninguém nunca disse que as coisas naturais deveriam ter lógica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Eu queria estar em casa. Onde quer que seja minha casa. Eu queria me desarmar completamente pelo menos uma vez eu queria me ajoelhar e deitar a cabeça no colo da figura materna. E chorar. Eu sinto falta da minha mãe. Mãe, me diz? Mãe, me explica? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Explicar o quê, meu filho?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Eu pedi primeiro, mãe. Eu não sei, mãe, eu não entendo. Eu não sei de tanta coisa que eu não sei nem do que é que eu não entendo. Por que isso por que tudo? Por que que eu não entendo e por que que eu preciso entender? A maior certeza é a de não entender e a pior certeza é a necessidade tentar. Eu me pareço um babaca que de tanto pensar esqueceu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Mas cala a boca agora. Amar seja qual for a forma de amor é sofrer e sentir dor. Vive os teus dias e esquece. Mas tu é burro, então esquece e vive teus dias, cheio de pergunta e sofrendo até a morte.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-2113484747320263253?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/2113484747320263253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=2113484747320263253' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2113484747320263253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2113484747320263253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/11/cronico.html' title='crônico'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-6469031225154345183</id><published>2010-10-29T00:23:00.001-02:00</published><updated>2010-10-29T00:23:35.394-02:00</updated><title type='text'>a_ar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Poder amar é libertador. Ama-se não ser completo. A cima de tudo, ama-se a capacidade impressionante de poder amar. Não se amam pessoas. Tu não te amas. Não se ama o sexo, por ser deveras efêmero. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Ama-se sentir-se bem ao amar. Ama-se a ânsia pela posse. Ama-se a falta. Ama-se antes e depois. Ama-se o indescritível azul-claro basto contido dentro do peito. Ama-se o respirar que é gozo e o coração aceleradamente ritmado. Ama-se nas mãos. Ama-se no cheiro e dentro da boca, na saliva que não é dita. Ama-se a beleza, mas ama-se ainda mais o que é feio. Ama-se engrandecer ao amar: tornar-se belo, botões de flores, parir pedras e lapidá-las diamantes. Ama-se a perda. Ama-se a perda, porque se ama o vazio. Ama-se estar preso, mas poder amar é libertador. ... .&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-6469031225154345183?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/6469031225154345183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=6469031225154345183' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6469031225154345183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6469031225154345183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/10/aar.html' title='a_ar'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3029921987517068523</id><published>2010-09-23T00:05:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T00:07:06.126-03:00</updated><title type='text'>amor:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele vai chegar. Ele vai chegar quando eu não estiver esperando. Quando eu decidir que eu vou parar de pensar, que eu vou limpar a casa, ouvir música alta, ou assistir a um filme sozinho ou encontrar algum amigo que me faça bem ou sair andando só pra ouvir música . Aí ele vai chegar. Vai ser aí que o interfone vai gritar com aquela urgência de um toque comprido e invasivo, que rompe com a individualidade e a inércia de uma vida inteiramente minha, e isso é proteção. Eu sempre fico insuportavelmente esperançoso e docemente amedrontado quando toca o interfone. Alguém quer mudar o curso das coisas que eu já planejei, alguém quer me invadir, de certo modo. O interfone aqui grita com um desespero insuportável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim que ele vai fazer. E quando eu souber que é ele eu já sei o que eu vou pensar. ‘Que hora ruim, logo agora. Agora eu não quero, agora eu não posso, agora não vai dar. Agora eu to bem aqui.’ Mas fica chato dizer assim, né. Daí eu vou descer pra buscá-lo ali embaixo. Eu vou recebê-lo bem, mesmo não querendo a presença dele naquele momento. A droga é que em cinco minutos ou menos, até, eu já vou tá acostumado com ele, vou parar tudo que eu tinha planejado pra ficar fazendo sala pra ele, assim. Eu vou arrumar um espaço aqui em casa só pra ele, ele vai tirar as coisas do lugar de um jeito que me irrita, mas a presença dele e a bagunça dele preenchem isso aqui. Por que ele sempre tira as coisas do lugar? Me irrita, mas me diverte por um tempo, também. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algum tempo depois e eu vou oferecer tudo o que eu tenho aqui em casa pra ele, tudo que eu puder pra fazer bem, pra mostrar o quanto eu posso fazer bem pra ele. Talvez aí seja o erro, talvez eu o assuste assim. Ou é outra coisa, também. Porque eu tenho uma intensidade insaciável, gigantesca, que me assusta, inclusive. Ele vem passar uma hora e eu tranco a porta esperando que ele fique a vida toda comigo. Ou é outra coisa também. Porque oferecendo tudo o que eu tenho, ‘tudo’ pode parecer tão banal... E a minha casa vai cansá-lo logo se eu não guardo minhas surpresas. É que eu não sei jogar desse jeito, eu só sei respeitar a minha intensidade. Problema meu, né. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vai ser isso, basicamente. Ele vai chegar. Eu não vou querer que ele entre, mas eu vou deixar ele entrar. Ele vai tirar as coisas do lugar, isso vai me irritar e eu vou rir por um tempo. Ele vem pra passar uma hora, eu espero que ele fique a vida toda e em dez minutos ele acaba indo embora. Eu fico sem saber ao certo o porquê. Ele vai tirar as coisas do lugar, eu vou me irritar, rir... mas elas vão continuar fora do lugar depois que ele for embora. Eu vou continuar irritado, e as coisas vão ser só a presença da ausência dele, aqui. Eu sei que vai demorar algum tempo até eu conseguir arrumar tudo de novo, até eu lembrar de fazer o que eu tinha que fazer antes dele chegar. Pretexto. Parece pouco, afinal é só botar umas cadeiras no lugar, arrumar o sofá, lavar o seu copo. Difícil é esquecer o teu nome. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele vem pra passar uma hora, eu espero que ele fique a vida toda, em dez minutos ele acaba indo embora e eu fico esperando. Esperando o quê? Esperando. Esperando sem querer que ele volte, até o dia que ele voltar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3029921987517068523?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3029921987517068523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3029921987517068523' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3029921987517068523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3029921987517068523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/09/amor.html' title='amor:'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3770992337240516509</id><published>2010-08-23T00:55:00.002-03:00</published><updated>2010-08-23T01:07:59.429-03:00</updated><title type='text'>chá amargo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fiz um chá amargo pra tomar. Que é pra ver se eu largo do exagero. Engraçado que até nisso: já cheguei a comer açúcar de colher por não ter doce em casa; nunca poupei o sal na hora de cozinhar. Engraçado que até nisso: quanto mais se usa, mais se fode. Diabetes, Hipertensão, e todas aquelas doenças. Acho que deus queria dizer 'intensidade mata mais cedo'. O chá desceu amargo e sem a menor graça, quente, que é pra controlar a pressa, a pressa que os meus olhos se arregalam pra engolir o mundo inteiro. Mas agora é hora de fechar os olhos, fecha os olhos, vai Marco, fica quietinho, ali na cama, te engole, te toca. De novo é hora de poupar a tua intensidade, é hora do chá amargo e quente, devagar e ruim.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3770992337240516509?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3770992337240516509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3770992337240516509' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3770992337240516509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3770992337240516509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/08/cha-amargo.html' title='chá amargo'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3415473801182129750</id><published>2010-08-09T20:21:00.002-03:00</published><updated>2010-08-09T20:21:38.552-03:00</updated><title type='text'>olha só</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você é tão triste, ou pelo menos é o que parece ser, e eu , eu não gostaria de dizer isso, mas eu preciso tanto cuidar de alguém... Sabe, já não se trata de amar. Eu vejo a diferença nas tuas fotos, e sabe, você entristeceu nas últimas e isso poderia me preocupar se você quisesse. Eu te faria carinhos e com o tempo, eu iria aprender a amar o comprimento dos teus cílios e o tamanho dos teus olhos, eu me conheço mas não me entendo, sabe, eu ainda não entendo a minha esperança persistente na vida, nos homens, mesmo. Mas antes eu só preciso de um teu sinal, é simples, toma um rosto e me olha, faz dos teus olhos um farol que me permita sair do escuro, eu posso garantir que nem tudo que fica oculto no escuro é de todo ruim, deus, eu ficaria a noite toda acariciando teu rosto, eu tentaria de novo o que antes não deu certo, e se a gente quisesse, eu ia tatear e tatuar a tua face nos meus dedos, na minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa, é que eu realmente, eu realmente... sim, e antes já me chamavam de obsessivo, mas não acho que seja um erro respeitar a intensidade do que se sente! Sabe que, às vezes, eu acho que isso tudo é egoísmo... já reparou quantas vezes eu disse eu, pra você? Não entendo mas acho que é egoísmo querer alguém somente pra poder se doar, ai isso eu não entendo bem e não quero mais falar. Mas meu deus, pelo menos você me ouviu inteiro agora, eu continuo aqui e nada em mim é grandioso, eu acho que to te esperando, então, toma um rosto e vem me olhar, a gente até poderia se abraçar e tudo mais, eu vou ficar por aqui imaginando e sorrindo. Hei, eu to te esperando tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso tanto cuidar de alguém, mas nunca entendi a minha escolha de me deixar de lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3415473801182129750?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3415473801182129750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3415473801182129750' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3415473801182129750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3415473801182129750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/08/voce-e-tao-triste-ou-pelo-menos-e-o-que.html' title='olha só'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8956937515474882854</id><published>2010-08-07T19:47:00.003-03:00</published><updated>2010-08-07T20:13:31.382-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Essas agonias e incômodos são tão comuns quanto essas necessidades inexplicáveis e nossa sede por compreensão... isso é se estranhar, e se estranhar é sinal de mudança, de crescimento. Estamos assim, cada vez mais próximos da plenitude, e mais somos capazes de ver o quanto a plenitude é incomensurável e cada vez mais incomensurável. Estamos periodicamente entre a grandeza e pequenitude. Mas por quê? Eu não sei. Meu querido, não há lógica que seja exata.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;__&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pra você, emudeço na mais sincera demonstração afetiva que não se diz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8956937515474882854?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8956937515474882854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8956937515474882854' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8956937515474882854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8956937515474882854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/08/essas-agonias-e-encomodos-sao-tao.html' title=''/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8684733538510418046</id><published>2010-07-11T15:23:00.001-03:00</published><updated>2010-07-11T15:23:57.511-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;__________I – Tudo conspirava pra que ele só fosse embora ao momento exato em que foi, não no momento que havia planejado. O destino o fez adiar – duas vezes – sua partida. O sono e a solidão – com quem ele sempre pode contar – o abraçavam enquanto o tempo corria num momento escuro em que não existia “lá fora” e essa foi uma das raras vezes em que não se sentiu de todo só, desejando sua solidão. Mas foi chegado o momento exato e ele partiu. O amargo saltava de seus olhos, acinzentando o dia. A música que ouvia – o único som – matinha seus olhos sempre úmidos, com a umidade de uma pessoa triste. A umidade dos olhos almejava ser o próprio mar, que era admirado da janela, num retrato vivo, numa regressão de tempo e espaço e fatos. O mar sem sol e suas ondulações, essa era a analogia da plenitude que tanto se sonha, mas sabe-se também que é inalcançável. O céu coberto de nuvens era a analogia de sua própria vida. Como sempre gostou de fazer analogias! O momento certo, em que o seu lhe soprava que mesmo com as nuvens a claridade chegava à superfície. E antes que pudesse compreender, depois da curva, no céu, as nuvens cortadas revelam o céu numa escala de azuis, a analogia acalmou o coração e ele estava estável. Como numa cena final de um filme, já era hora de acabar, sem pensar no depois, era hora do fim e isso era tudo. Ele foi embora, porque não podia ficar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8684733538510418046?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8684733538510418046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8684733538510418046' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8684733538510418046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8684733538510418046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/07/i-tudo-conspirava-pra-que-ele-so-fosse.html' title=''/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7378799686161956292</id><published>2010-07-04T21:09:00.004-03:00</published><updated>2010-07-04T21:42:59.576-03:00</updated><title type='text'>o cheiro na ponta dos dedos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje, pela manhã, eu percebi como eu tô livre pra me permitir ver em alguém o que eu vi - ou ainda vejo, já não tenho tanta certeza - com aquele de outrora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu lembro do cheiro do ar abafado que não circulava, ele ainda tá na ponta dos meus dedos, enquanto eu segurava com precisão os lençóis e as fronhas, eventualmente encostando nos dedos dele e, eu lembro, eu me permiti explosões químicas resultantes do toque das nossas peles. Ele já não é mais o mesmo ele de outrora, ele já não é mais ninguém ainda. JÁ não é mais ninguém AINDA, o anacronismo me remete a um estado de conclusão de ideia. Minha respiração fica mais forte encostada nos meus dedos, eu não quero esquecer do quanto eu tô livre, eu quero cheirar os meus dedos e lembrar de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu permiti deixar meus olhos abertos, eu permiti guardar a forma do teu rosto, do teu corpo na minha mente. Eu permiti saber dos teus cílios e das tuas sobrancelhas, como eu amo teus cílios e tuas sobrancelhas!, seja lá quem tu fores. Eu permiti ouvir a tua respiração forte e cansada do meu lado, eu permiti sincronizar nossas respirações e dormir com o corpo milimetricamente calculado, no meio do caminho, nem entrega nem resistência, mas sentindo o calor de um corpo que pulsou vida, que jorrou vida em mim e então parece que eu voltei à realidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem feliz, nem triste, não amo ele de outrora e nem ele que ainda não existe. Não agora. De fato e só agora eu descobri que eu amo é a minha capacidade de amar, eu amo o filtro pelo qual eu sinto as coisas, com uma capacidade imensa, amo poder ativar o macro e medir o tamanho dos teus cílios, ah, teus cílios. Com uma capacidade imensa pro bem, e pra autodestruição, ainda não entendo como, mas eu amo isso tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que importa fazer sentido, se a vida em si não se explica?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7378799686161956292?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7378799686161956292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7378799686161956292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7378799686161956292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7378799686161956292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/07/o-cheiro-na-ponta-dos-dedos.html' title='o cheiro na ponta dos dedos'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-836660962504055660</id><published>2010-06-26T14:47:00.000-03:00</published><updated>2010-06-26T14:49:08.332-03:00</updated><title type='text'>nós</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;     Eu não entendo a gente. Às vezes eu não me entendo. Mas sobretudo quem eu mais gostaria de conseguir entender é você. Entender por que dentro das tuas falas existem tantos “ai sei lá.”, tantos “ai, deixa.”, tantos “ai, não sei.”. Entende o que isso significa? Eu queria que meus dedos que te alisam funcionassem como um bisturi, te abrindo e te deixando exposto pra mim e então eu ia entender o que essas tuas palavras manjadas querem esconder. Eu queria te abraçar e parar ou pelo menos saber o porquê das tuas movimentações que entregam o teu incômodo, é bonitinho e pode ser só uma coisa infantil, mas o que eu quero agora é te entender inteiro. Eu ainda vou entender os teus bloqueios e por que ages tão racionalmente. Não pra que eu mude a tua história e te faça correr pra mim, ou não só por isso, mas principalmente pra que tu consigas ser ainda melhor. Ai eu acho que não deveria fazer isso, eu vou te amar mais ainda, vai ser insustentável.&lt;br /&gt;     Talvez eu prefira continuar entendendo nada. Pra que entender se ocasionalmente eu posso ultrapassar a realidade, desregular o tempo, alterar o espaço ao teu lado? Tantas horas e ainda foi tão pouco... é o que a nossa intensidade nos permite. Nossa, como é que eu explico a nossa intensidade?... Eu só posso dizer que a nossa relação é acima do comum, depois de tudo, de todos os nossos ‘tudos’, eu garanto que isso é nosso. Isso é nosso, só nosso.&lt;br /&gt;     Um parágrafo inútil, dizer que talvez a solução seja não entender, e tentar explicar o que eu não entendo. Acima do compreensível. Acima das tortuosidades humanas. Apenas acima. Essa é a força da nossa história, essa é a nossa história. E num outro dia quem sabe nos reconhecemos e podemos dar vida a essa nossa história, o nosso ciclo de construção e destruição, o meu amor e ódio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-836660962504055660?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/836660962504055660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=836660962504055660' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/836660962504055660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/836660962504055660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/06/nos.html' title='nós'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3218998304723241794</id><published>2010-06-22T22:18:00.001-03:00</published><updated>2010-06-22T22:18:35.064-03:00</updated><title type='text'>olhar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por que é tão forte quando teu olhar olha no meu? Será que só eu sinto a força dessa intensidade? Será que só eu explodo completamente por dentro, e toda a minha vida, tudo que eu já tive, toda minha memória, minhas qualidades e minha história, vai tudo pra esse buraco negro que me toma inteiro, tentando conter a minha vontade de correr e te abraçar e nunca mais sair do teu lado! Será que só o meu mundo para completamente? Só na minha cabeça os corrimãos derretem e as escadas me levam pra lugar nenhum, o chão fica macio? Eu queria viver eternamente olhando nos teus olhos, pra ver se assim eu conseguiria entender o que se passa por dentro de ti. O espelho da tua alma, dizem né.&lt;br /&gt;Será que de nós dois, só eu sinto falta de ter os teus olhos me olhando? Deus, não pode ser só de uma parte que essa ligação grandiosa depende e necessita! Eu não poderia construir isso tudo, mesmo o que eu sinto, sozinho! Se a gente se olha eu digo que te amo, eu vejo o mesmo nos teus olhos! Por que esse, o mais verdadeiro dos elos, não é lei pra nós?&lt;br /&gt;É tudo isso que grita na minha cabeça, iluminado pelas luzes amarelas de um poste e esquecido pela penumbra entre um e outro. Eu volto pra casa sozinho, eu vejo tudo mas com um olhar vazio e úmido que mesmo sem poder, que mesmo sem querer de fato vive a procurar teus olhos em qualquer vão frio que são os lugares onde tu não estás. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3218998304723241794?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3218998304723241794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3218998304723241794' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3218998304723241794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3218998304723241794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/06/olhar.html' title='olhar'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8067142091771397845</id><published>2010-06-14T22:05:00.002-03:00</published><updated>2010-06-14T22:07:52.983-03:00</updated><title type='text'>Um passarinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esses dias meu pai chegou aqui em casa e apertou a campainha. Eu sabia que ele viria, mas ainda assim fui surpreendido. Como quando eu era criança, quando minha mãe chegava em casa e eu ainda não tinha lavado a louça – apesar da bronca, todos os dias, a louça ficava à espera da campainha. Mas voltando àquele dia, como nos dias anteriores, algo tinha mudado dentro de mim. A minha sensação de tristeza agora tinha se tornado uma amargura, a casca da ferida, aparentemente a cura, mas a dor ainda pulsa por dentro, sem sangue e sem choro. Esse era eu, correndo pra atender a campainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri a porta e meu pai falava frases que justificavam o fato de estar com uma gaiola na mão e um sorriso besta no rosto, “a casa de não sei quem pegou fogo e ele iria abandonar esse passarinho” e coisas como “agora tu tens um amigo pra cuidar”, aquelas frases que meu pai sempre disse e que eu nunca gostei, sequer acreditava no teor ou dava importância, preferia ignorar mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era surreal e ao mesmo tempo muito rápido pra mim, eu não entendia e algumas vezes eu perguntei “por que não soltá-lo?”. A essas horas eu indagava olhando pra gaiola, em cima do balcão. Não quis que ele ficasse pendurado na parede, assim parecia mais preso ainda. Com o tempo, e com alguma dificuldade, eu consegui compreender que ele sempre esteve preso. Hoje, ele não seria capaz de viver a imensidão e a força da realidade. Talvez nem eu seja. Talvez por isso, e por compreender agora tal fato, nos encarávamos, eu e o pássaro. O tempo, que tinha antes desacelerado, agora era uma pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles olhos inexpressivos, de alguma forma me fitavam até piscar, sem dizer nada que fosse direto, mas óbvio, ele é um passarinho e qualquer coisa que eu pudesse interpretar seria incoerente. Ou não. Eu olhava pra ele e tudo que eu podia sentir era tristeza. Ele pouco se movia, eu então, estático. Um momento de eternidade, enquanto meu pai fazia ou falava algumas coisas que eu não me lembro. E naquela troca, no mínimo uma troca de olhares eu me doava além do compreensível, todo o meu pesar expelia lágrimas, que meu pai nem percebeu, em seu ritmo habitual. Estranheza. Eu e um pássaro, tão distantes e ao mesmo tempo, num fluxo e numa entrega pura e sensível. Mas que besteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi forte demais pra mim, e algum tempo eu fiquei sem pensar. Alguns dias, e eu preferia ignorar aquela presença. No fundo, é medo, do que eu ainda não tive coragem de tornar fluxo de consciência. Até agora não tive. Como é triste a existência que está tão distante da plenitude. Que jamais pode tê-la. Que no máximo ouve e vê o que tem depois da janela como um quadro inexplicável. Conhece mas não pode fazer parte. O pássaro? Também ele, mas eu me referia a mim agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, hoje eu ouvi que a vida não é justa. Eu disse: e quem foi que falou que era pra ser? A falta de sentido da totalidade me assusta. A grandeza da totalidade me assusta. Prefiro calar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8067142091771397845?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8067142091771397845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8067142091771397845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8067142091771397845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8067142091771397845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/06/blog-post.html' title='Um passarinho'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7357157937612473754</id><published>2010-05-11T20:11:00.004-03:00</published><updated>2010-05-11T20:48:42.966-03:00</updated><title type='text'>incompleto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;saudades... você não sabe o quanto eu tenho sentido! em casa, nos meus itinerários, eu penso você e meu rosto, meu corpo, meu caminhar transbordam a amargura de não poder te ter.&lt;br /&gt;viver tem sido lutar pra sair da tua sombra. você cresceu, ficou gigante, tapou o resto do mundo. eu te dou as costas pra tentar olhar além, mas a tua sombra escureceu tudo o que eu olho, tirou o brilho dos meus sonhos, dos meus olhos.&lt;br /&gt;me ama, ou me deixa de vez. de fato eu fico aqui, paralisado diante da tua presença. diante dos teus abraços de mentira, os de verdade, diante das tuas declarações de saudades.&lt;br /&gt;saudades... não posso dizer o mesmo, é como se uma parte minha fosse feita de ti e então eu te tenho sempre aqui, de alguma forma. eu só queria te ter inteiro. eu só queria te esquecer de vez.&lt;br /&gt;eu não sou mais como antes? eu não mostro mais que te amo? foi você que escolheu desviar o curso do meu amor gratuito que cai no chão e respinga pra todo lado agora.&lt;br /&gt;é uma questão de tempo até que o coração cure e pare de jorrar esse amor torto, incompleto, por ti...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;..&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7357157937612473754?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7357157937612473754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7357157937612473754' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7357157937612473754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7357157937612473754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/05/incompleto.html' title='incompleto'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8989670614778808569</id><published>2010-05-01T14:06:00.000-03:00</published><updated>2010-05-01T14:07:59.521-03:00</updated><title type='text'>sobre o vento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E quando tu sentires o frio na pele não te assuste!&lt;br /&gt;De onde vem esse vento que me aguça o tatear dos braços e sossega numa dança a minha nuca? Na janela eu vibro em ressonância com as folhas das árvores, inteiro, envolvido por esse vento. Mas de onde vem? Por que não posso vê-lo? É quase cruel ser acalentado por um desconhecido, ser abraçado pelo invisível.&lt;br /&gt;O barulho dos carros, a casa suja, a comida fria, o tempo desperdiçado. O sol, o céu e o vento existindo em suas plenitudes, avivando as cores dos prédios, das árvores, e seus movimentos. Mas o que importava agora era sentir o vento, na janela, como se à espera de algo, enquanto lágrimas e células mortas eram carregadas pelo vento, com os anseios que, ao passar do tempo, diminuem.&lt;br /&gt;Ele ficou na janela por alguns minutos, observando o mundo como uma engrenagem, um formigueiro num aquário. Os pensamentos giravam numa velocidade incontrolável, já não faziam sentido, o mundo tinha se engrandecido e compreender a totalidade era demasiado difícil e amedrontador. Por ser racional demais, buscava definir aquela, a sua situação estranha. Pensou sentir falta. Do homem que não era seu, ou talvez de algo que estava por vir, algo desconhecido. Mas já havia dito: como é difícil ser acalentado por um desconhecido, ser abraçado pelo invisível.!&lt;br /&gt;Ele ficou lá. Ele ficou lá eternamente, um quadro na memória, simples e complexo. Depois, a vida ativou a engrenagem e o mundo voltou a girar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8989670614778808569?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8989670614778808569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8989670614778808569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8989670614778808569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8989670614778808569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/05/sobre-o-vento.html' title='sobre o vento'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8329769121475901622</id><published>2010-04-28T21:40:00.001-03:00</published><updated>2010-04-28T21:42:43.694-03:00</updated><title type='text'>aprendi</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olha: depois de três anos convivendo num mesmo corpo, o meu, que era habitado simultaneamente por um sentimento dominador e obsessivo... acho que por mais que os erros tenham se repetido um pouco ainda hoje, eu ainda posso falar que aprendi alguma coisa. Durante três anos eu quis renegar, eu quis me entregar, eu quis morrer, e no fim das contas, quando o sábado terminava e tudo aquilo acontecia de novo, quando eu não fazia a menor ideia de onde você poderia estar, quando eu ouvia em gritos todas as possibilidades de maus acontecimentos e não conseguia dormir... eu aprendi. Eu aprendi, acima de tudo que qualquer situação é aceitável. Mesmo no escuro, os nossos olhos podem se adaptar, nossas mãos podem tatear... é uma questão de tempo, até que o vulcão vire pedra, uma parte, uma marca, uma cicatriz. Hoje é isso, você foi a minha maior cicatriz, o motivo de uns textos.&lt;br /&gt;Hoje eu sei que o sentimento dentro de mim é outro, eu sou outro também. A maneira que ele me acorda, num sussurro magoado, não é o grito assustador de outrora. &lt;em&gt;Percebi que a minha sensibilidade continua bonita quando eu amo, e percebi quando eu quis correr atrás da lua, brilhante, gorda!&lt;/em&gt; Mas às vezes dói, e eu não sei se vale a pena passar sem amor, ou amar sem resposta. Mas hoje isso não é uma escolha.&lt;br /&gt;Eu te amo, mas eu faço meus dias passarem. Eu dou vida aos outros na minha vida, eu sorrio com o sorriso dos meus. Eu acho que eu to em sintonia, talvez. Hoje eu aprendi a te amar, por te amar. Hoje eu aprendi a te ver, só com um olhar protetor, pra que nada te faça mal. E quando eu te olhar, não repreenda; eu só to te protegendo com o meu olhar bobo, de quem ama. Não dói tanto saber que tu não me amas, eu aprendi a conviver com isso, durante três anos... Hoje o mundo é maior e enquanto eu te amo o tempo passa, e a mudança vem com o vento que sopra frio, hoje, na janela. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8329769121475901622?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8329769121475901622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8329769121475901622' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8329769121475901622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8329769121475901622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/04/olha-depois-de-tres-anos-convivendo-num.html' title='aprendi'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1916342742448134221</id><published>2010-04-15T11:00:00.000-03:00</published><updated>2010-04-15T11:01:59.376-03:00</updated><title type='text'>flor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu acordei com saudade do que eu não pude ter por inteiro. Os objetos mal iluminados de minha casa completam o espaço com suas sombras cinza. O dia hoje é cinza. Cinza é o resto sem utilidade do que um dia foi vida, morbidez. Hoje, eu queimo mais uma pétala da nossa flor: a flor que é bonita por exalar vida, que não é delicada nem tampouco bela por ser bela. A flor que, concordemos, não nos convém.&lt;br /&gt;Ontem, enquanto esperei pelo meu sono, não pude conter a fluidez dos meus pensamentos rápidos, que fogem do controle. Nos meus olhos amargos eu senti ou supus os sentimentos. Imaginei suas falas, eu pude ver suas ações e repetir suas frases. Pude nos imaginar juntos e lembrar nossos dias sinceros. Pude imaginar você com outro, morrendo de amores, tentando afogar nossa flor. Me sinto como num pecado quando imagino você e ele. Eu sinto prazer quando penso, e eu me culpo mais. Será que eu gosto mesmo da dor? E eu despertei desse tormento por um momento de vida. Às vezes dormia.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Você não serve pra mim. Nós somos tão opostos... Você me faz mal. Você destrói o meu humor. Vou fazer questão de te falar de todos os meus méritos e me por acima de você. Vou te olhar com indiferença quando você disser coisas relevantes. Vou falar frases curtas que possam te fazer mal, mas não vou repeti-las quando você pedir. Eu sei o que você faz e sei é provocação, ao mesmo tempo em que sei que você ama outro e que de fato eu não tenho importância nenhuma. Saber disso me torna um idiota.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eu deveria isso... Eu poderia aquilo... Eu conseguiria fazer tal coisa... E de fato eu estou aqui, de joelhos, perdendo tempo de coisas necessárias e que eu já nem as quero mais. Foi você. Eu perdi o interesse e foi você! Eu te amo e a culpa foi sua. E agora? E agora?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1916342742448134221?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1916342742448134221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1916342742448134221' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1916342742448134221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1916342742448134221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/04/flor.html' title='flor'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3705068209207477291</id><published>2010-04-10T18:19:00.002-03:00</published><updated>2010-04-10T18:24:59.884-03:00</updated><title type='text'>o corte</title><content type='html'>um corte sem a intenção, uma lembrança tua e o respirar avivou-se até sangrar a epiderme. é uma marca física da tua eternidade, pra que nem mesmo diante do espelho eu esqueça de quanto meus poros te respiram; e agora é você dentro de mim ou o contrário, tu me és e eu te sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3705068209207477291?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3705068209207477291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3705068209207477291' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3705068209207477291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3705068209207477291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/04/o-corte.html' title='o corte'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1601404161742991264</id><published>2010-03-21T18:31:00.001-03:00</published><updated>2010-03-21T18:32:29.238-03:00</updated><title type='text'>o vento</title><content type='html'>o vento constante que me torna novo e sopra que a totalidade tende à morte. paradoxo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1601404161742991264?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1601404161742991264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1601404161742991264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1601404161742991264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1601404161742991264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/03/o-vento.html' title='o vento'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7589724315535204600</id><published>2010-03-08T00:33:00.001-03:00</published><updated>2010-03-08T00:35:23.984-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;(...) e daí?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;quando eu chego em casa eu nunca sei o que fazer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e eu penso "o que eu vou fazer?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;o que eu vou fazer da vida? (...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flávia, eu te odeio e eu te amo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7589724315535204600?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7589724315535204600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7589724315535204600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7589724315535204600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7589724315535204600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3516802506643729211</id><published>2010-02-08T01:41:00.001-02:00</published><updated>2010-02-08T01:49:35.182-02:00</updated><title type='text'>Se não uma despedida, uma declaração de amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;     Eu não gosto de partidas. Algumas vezes eu já senti como funcionam, mas a verdade é que eu nunca me sinto preparado. E dessa vez não parece diferente. O tempo parece ingrato. Mas de suas piores dores, o que mais sinto é a impotência quanto ao tempo pretérito. Não poder voltar atrás é quase tão claro quanto visíveis são as letras que trasponho agora – apesar de que a compreensão pode ser algo pra além do óbvio. Mas o que arrebata meus olhos deveras é pensar no quanto eu errei ou deixei de fazer ou por fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     (Antes eu deveria me justificar. Falar de quem eu sou. Eu peço pra que tudo que vem adiante seja interpretado, sentido, como uma realidade, que é nos meus olhos. Enquanto eu me entrego, não pensem se é certo ou errado. Pelos meus olhos, é só o que eu vejo, entendam. Usem, pra tanto, meus olhos!) Do futuro eu tenho mais medo que vontade. Não que isso seja uma coisa ruim, ou que a vontade seja pouca, não. Medo, de continuar me cobrando por um passado, que está por vir, e que não tenha chegado. Isso foi meio complicado: medo de me arrepender. É o risco que eu enfrento. Porque como de “um de vocês” (um de vocês, como nunca antes, além da própria família, eu tinha me sentido e talvez ainda, mais eu mesmo enquanto um de vocês). Porque como de “um de vocês”, unidos pela diferença, eu tenho sido tão único entre nós: eu me declaro torto, é difícil de entender, mas... A pessoa medíocre sem grandes feitos, fadado ao corredor não iluminado da vida dos homens que pensam igual. A perfeição atropelada – e eu não peço desculpas por admitir minha natureza. E por ser assim que a perfeição de atitudes que, eu penso, poderiam acontecer, morre em mim. Esses são meus erros e ausências com vocês e comigo, que não cabem aqui exemplos. Apenas entendam que assim é que eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Talvez eu pudesse criar um fluxo da perfeição pretendida às palavras, antes que ela morra nos meus pensamentos! Eu tento isso agora. Eu os amo! A profundidade disso é indescritível, por maior que seja o vocabulário ou a mais afiada linha de pensamento. Eu queria abraçá-los, enumerar os porquês, ajudá-los quando necessário, ser mais presente... não garanto por ser só mais um ser torto. Me cobro por parecer isso qualquer coisa tão banal, mas de fato agora eu penso que as palavras só poderiam entortar a pureza dos sentimentos. Não sei dizer o quão protegido me sinto, o quão em paz, em casa, no ninho. O quanto me faz bem ser, com vocês. Não sei traspor a força disso, que eu não consigo nem pensar, só mesmo sentir. Talvez já seja o bastante, visto que de fato o bastante é indescritível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Foi difícil prolongar o que vem agora, apesar de saber que numa perfeição, os grandes amores não agradecem. Desde o início, palavra mais frequente é OBRIGADO. Agradeço a vocês. Se eu gosto do que sou e dos resultados que alcancei, é porque muito das cores, risos, olhares, pensamentos, ideias, expressões, jeitos; muito de vocês é hoje grande parte de mim. E o que mais uma vez me vem: obrigado. Eu, definitivamente, os amo. Quero tê-los eternamente, sem medo da força desse gigante: eternamente. Porque sei que mais forte é o elo que temos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3516802506643729211?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3516802506643729211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3516802506643729211' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3516802506643729211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3516802506643729211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/02/se-nao-uma-despedida-uma-declaracao-de.html' title='Se não uma despedida, uma declaração de amor'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-6143554870081745233</id><published>2010-02-03T22:38:00.001-02:00</published><updated>2010-02-03T22:56:00.658-02:00</updated><title type='text'>Por mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;     Hoje é um daqueles dias que não importa pra qual lado eu olhe, acabo me deparando com as derrotas. As minhas fugas. E rodeado eu não escapo, acabo em mim mesmo. Hoje eu contrario os discursos bem sucedidos e acabo pensando como eu queria que fosse diferente. Como eu gostaria de ser diferente. Eu queria explodir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Talvez pra começar eu queria fazer mais por mim. Acho que no fundo eu nem gosto de mim. Enquanto escrevo eu imagino a minha cara amargurada, a pele esticada mapeia as imperfeições do meu rosto torto. Não gosto de lembrar o meu rosto agora. Vida torta. Eu queria não ser tão morto, por mim! Eu queria poder dizer que eu dou a própria vida por mim mesmo. Sabe, ter vontade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Antes de tudo eu queria me pedir perdão e me perdoar. Daí eu queria explodir. A cada ofensa que me fizeram, a cada situação a contragosto. Eu queria ser mais verdadeiro comigo mesmo. Acho que eu fujo da vida. Eu choro baixinho... eu tenho medo de mostrar que eu choro, medo de me entregar a isso e medo de ser visto assim, tão vivo. Eu queria sentir, nu, na praça na minha cara na frente de todo mundo, dar um grito com medo e de vida, pra não ter mais medo: ME DEIXA VIVER!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Queria tanto lutar mais por mim... sabe, renegar a segunda opção de qualquer coisa, não me contentar com nada que não o primeiro lugar. Queria não viver de sorriso amarelo e cheio de segundas colocações. Queria não ter aprendido a falar "mas pelo menos...".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Eu não to satisfeito. O meu olhar mais vago vem de quando eu penso em mim, olho pra dentro e vejo tantos momentos, quase fotos na minha cabeça. Porque os piores momentos são sempre os mais marcantes. Acho que da amargura vem o medo de ficar sozinho. Não sozinho de fato. É não querer ficar consigo mesmo, só mais uma última fuga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Então, por favor, pelo menos hoje, eu só não quero ficar sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-6143554870081745233?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/6143554870081745233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=6143554870081745233' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6143554870081745233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6143554870081745233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/02/por-mim.html' title='Por mim'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8030395173550119648</id><published>2010-01-13T01:40:00.002-02:00</published><updated>2010-01-13T01:48:01.766-02:00</updated><title type='text'>omiti todas as ligações</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Omiti todas as ligações, fingi não ouvir, mesmo (Mas não esqueço os nomes e recebo suas ligações incompletas como os mais sinceros beijos de amor). Não gosto de receber tanta coisa boa pelo telefone. Ou desejos engessados, ainda pior. O ego cresce e a cara imbecil aparece com o ‘obrigado’, quer de mentira ou de verdade. Não gosto nem pessoalmente das coisas boas. Os ‘grandes momentos’ sempre me deixaram um tanto incomodado, sem jeito. Acho que nasci pra amar o comum e descobrir o que se tem de bonito no que ninguém nota. O comum que eu sou, quase todos são. Nas mesmas respostas, nos gostos, até no pensamento “diferente”. Comum é sinônimo de previsível? De sem graça... Vi um filme há uns dias em que a personagem se arrependera em não dizer seu amor a alguém que morrera. Ora, se havia amor... a gente sente na alma, em alguns momentos de eternidade. Momentos comuns, os quais eu guardo e me fazem feliz, deveras. O sensível é a brisa &lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;que sopra no rosto da alma pálida. Palavra, dizer é a sonorização. parir, conceber o concreto. Aquilo que é certo o tempo faz ruína. E depois de tanto rodeio eu coincidentemente volto onde quis começar: o tempo que me move.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;À meia noite o relógio apitou. Era o dia, mas ainda não era a hora. Que mania de ligarem à meia noite! Ao que for sincero – geralmente quem liga – até acho engraçadinho, mas é que aniversário não é ano novo (devaneio)! Nossa, eu realmente sou muito exigente e apegado a detalhes... Aos que se chateiam, perdão, saibam que eu também gostaria que fosse diferente. Nos resta aceitar. Aliás, o que fica desses vinte anos é aprender aceitar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho visto mulheres lutando contra o tempo. E eu me perco, aqui, ali... Aceitar. Não é comodismo, aceitar o que se tem e o que é novo, é como expandir a alma abraçando à volta... isso é tempo. Falam de amor, dinheiro, conhecimento, felicidade, liberdade... Sabe-se lá! Dominar não é ter, deveras (devaneio. E no devaneio eu me deixo, nas palavras inacabadas). Volto aos meus remédios de mais um dia comum.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8030395173550119648?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8030395173550119648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8030395173550119648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8030395173550119648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8030395173550119648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2010/01/omiti-todas-as-ligacoes.html' title='omiti todas as ligações'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-6182092011348841699</id><published>2009-12-22T22:35:00.003-02:00</published><updated>2009-12-22T22:41:57.888-02:00</updated><title type='text'>Sobre a espera sem razão.</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você me tirou de casa em um dia bonito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Transformou a minha não-expectativa em algo que eu pude me dedicar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você me deu uma ocupação e me fez sentir importante, mesmo não sabendo disso tudo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ou que isso tudo pudesse ser tudo isso pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você me fez acreditar na minha beleza e ser um pouco mais confiante&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me mostrou algo que eu pudesse pensar e falar, algo que pudesse me distrair por algum tempo, até a volta às minhas incertezas, medos, meu ócio seguro, meu lar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem saber, você me mostrou o céu, me expos ao vento que me torna sensível&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E eu senti medo, como não sentia há algum tempo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me fez ver as ruas que os homens inventaram; eu vi com olhar de estranhamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me fez lembrar. Me lembrou que todos os dias eu poderia estar disposto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu poderia ver tantas pessoas quanto meus olhos alcançassem e todas me seriam novas, todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me fez lembrar a beleza das pessoas, o asco, a desconfiança, o desejo, a má intenção, a mesquinharia, a pressa...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu olhava de baixo, um olhar pedinte queria mostrar indiferença. Interação pensada&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu calculei qualquer gesto, era o medo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E nessa hora já não tínhamos nenhum elo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você me deixou por ali, e o que parecia incompleto por realmente ser, tornou-se tudo o que eu podia saber.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por um momento eu pude me desprender, mas algum tempo a mais e meus músculos não agüentariam a tensão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi quando eu quis ser uma pedra em toda minha estática, foi quando eu quis ser diferente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi quando eu me perguntei se um dia isso acabaria; foi quando o sonho e o devaneio acabaram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talvez sem imaginar, você me fez ir pra casa, sozinho, sem motivos pra ter saído&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alargar as minhas asas, mas mantê-las curvadas, no espaço de um pequeno aquário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E sem outra opção, talvez arrependido, eu volto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O mundo me distrai, mas o que se foi é marca, não sai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 345.75pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você me fez pensar mais uma vez: tenho medo de lá fora, não quero ir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-6182092011348841699?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/6182092011348841699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=6182092011348841699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6182092011348841699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6182092011348841699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/12/sobre-espera-sem-razao.html' title='Sobre a espera sem razão.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3564134676358477114</id><published>2009-12-09T00:47:00.006-02:00</published><updated>2009-12-09T01:35:19.178-02:00</updated><title type='text'>sincronia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;Bebe água. Não demora pra não parecer ocioso. Não te esquece que nada dessas futilidades teriam graça se não fosse por não poder fazer... o ócio que só é bom quando reprimido. Faz alguma coisa que tenha um resultado aparente, que é pra poder falar quando te perguntam. Diz também que tá cansado e que precisa de uma folga; não tem importância, no fundo ninguém mesmo vai saber e com algum esforço até tu mesmo acaba acreditando nisso, no aparente. Porque, eu não sei quanto aos outros, mas contigo, qualquer segundo, mesmo ali naquele sofá de sempre, o devaneio do espírito é fluído e isso se transforma em mais um reflexo àquelas coisas tuas, aquelas que vão além do que se vê ou do que se pode falar. Sabe né?&lt;br /&gt;Toma banho e almoça; escova os dentes, arruma a cama e o quarto; lava a louça pra sujar depois. Enfim, faz o que convém, e que faz o tempo passar de qualquer jeito. Agora, esquece um pouco dessa barreira que tu utiliza, aquela, pra dizer quanto falta pra saber daquilo que tu quer ou pra ver quem realmente importa ou pra fazer alguma coisa que faz o tempo correr um pouco mais... esquece isso e repara como é vã a tua existência. Tentando saltar os números que deveriam ser somados. Mas tu fragmenta. E ainda é feliz a cada fragmento morto! E eu digo que tens razão, acho que não tem outro jeito quando o vento sopra espera.&lt;br /&gt;Entre abrir e fechar as cortinas da casa, tu pode também acabar chorando ou sendo muito feliz, e assim como a cortina que tu fecha, o sentimento se esvai. É normal mesmo - eu te digo sorrindo - nesses momentos... esses.&lt;br /&gt;Fala com alguém, escreve alguma coisa... Fica visível pro mundo né, pra que tu não te afogue nesse mundo todo dos teus pensamentos e ainda mais, pra que tu não te esqueça das cores e das dores lá de fora. Não te esquece disso. Antes de dormir lembra do teu rosto, e lembra que eu te acaricio e que tu é feliz assim, assim como eu sou contigo. Liga o ventilador... apaga a luz... desliga os botões luminosos..; ou então vê tv e depois vai pra cama cambaleando. Eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E faz isso todos os teus dias. Não são teus. Os dias do tempo, até o dia, esse, teu por direito, ser teu nas tuas mãos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3564134676358477114?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3564134676358477114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3564134676358477114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3564134676358477114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3564134676358477114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/12/sincronia.html' title='sincronia'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-2966620119559509662</id><published>2009-12-04T03:57:00.002-02:00</published><updated>2009-12-04T03:58:43.930-02:00</updated><title type='text'>qualquer bobagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu queria alguma coisa que pudesse interferir nas dimensões do tempo. E como se não fosse mesmo um desejo óbvio, no fim das contas. Um grito, interferência sonora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu queria também entender por que as palavras conseguem, com tamanha facilidade, limitar qualquer coisa que possa ser... e mais uma vez eu cairia na limitação das palavras, se de fato eu continuasse. Prefiro ser incompleto. Limitam-se, inclusive, os sentimentos, seguindo palavras e convencionalismos, a represa de um rio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu só queria saber por que eu sinto desse ou daquele jeito. Tirar o asco do peito através de um pensamento coeso, que compreende e cuida. Eu acho que tô fazendo melodrama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez fosse isso mesmo, simples, que nem se vê passar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu afirmo com a maior certeza: encontro-me entediado de absolutamente tudo aquilo que não era meu desde sempre. O mistério resolvido, o brinquedo velho. E eu não minto ao dizer que tenho grandes sentimentos: frustração, preguiça, sono... segue a linha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o olho. O olho desejoso da novidade. É o namoro seguro que perde a graça diante de uma possível entrega à, moralmente falando, puta. Mesmo que ela seja feia. O gosto doce da imaginação de um beijo. O que atrai em sua genitália é o cheiro do mistério novo, assim mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim mesmo. Assim humano e torto. Bem do jeito que você não pode fugir à essência, nem eu. Não faça o novo moralismo e admita antes que seja cedo, ou tarde, como for. Não tem mesmo como mentir, e Hércules só houve um. E se outro houvesse, ele saberia respeitar a parte podre do ser que vida, que tempo, que prazer, que morte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-2966620119559509662?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/2966620119559509662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=2966620119559509662' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2966620119559509662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2966620119559509662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/12/qualquer-bobagem.html' title='qualquer bobagem'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8479101214411369831</id><published>2009-10-24T00:52:00.000-02:00</published><updated>2009-10-24T00:53:01.431-02:00</updated><title type='text'>tudo que somos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A cidade passa... a cidade é o tempo. Destruída aos poucos em novos obsoletos escombros, e diferente, ao mesmo tempo, por novas torres e enfeites.&lt;br /&gt;A iluminação da cidade, os postes e a luz. Os meus ponteiros. A cada nova parte, às vezes vejo com maior clareza e eu sinto a segurança das mesmas cores e formatos memorizados. O escuro parece vazio. Como na vida, os postes vêm e vão, como uma cena de um filme bem tramado. Um ciclo. E a totalidade é grande demais pra ser alcançada ou mesmo mensurada. Infinito.&lt;br /&gt;Fazer tudo parar e olhar pro céu, mas as edificações tornaram-se o cabresto do entendimento do todo. Compreender o agora é pouco pra nós. O agora é orgânico, está na pele e nos olhos, nas orelhas atentas... O horizonte interrompido pela fraqueza humana é o que intriga. A fraqueza e a petulância do homem, as minhas amarguras. Por que não a serenidade de deixar que as ruas se passem, porque assim têm de ser? E a minha observância dá espaço às nascentes de mim, e eu sinto, e a lágrima flui, e assim evidencia-se mais um ciclo. Ironia.&lt;br /&gt;O tempo, o mecanismo que, admito, nunca entendi muito bem. Antes, a favor e contra. Agora, à(a) parte. E só por algum tempo, até que o tempo me faça perecer e me torne cenário morto pra qualquer devaneio...  uma música que parece não ter fim. Infinito.&lt;br /&gt;Isso é tudo. Isso é tudo que eu sei. Tudo que eu consigo ver. Tudo que eu posso reter no pequeno espaço do que me faz ser, do que eu faço ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8479101214411369831?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8479101214411369831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8479101214411369831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8479101214411369831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8479101214411369831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/10/tudo-que-somos.html' title='tudo que somos'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-5889936420183582013</id><published>2009-10-07T23:53:00.000-03:00</published><updated>2009-10-07T23:54:48.762-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/Ss1UZXP0BgI/AAAAAAAAAK4/xZh5A1nKS3U/s1600-h/cartazpronto2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390057123746153986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/Ss1UZXP0BgI/AAAAAAAAAK4/xZh5A1nKS3U/s320/cartazpronto2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-5889936420183582013?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/5889936420183582013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=5889936420183582013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5889936420183582013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5889936420183582013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/Ss1UZXP0BgI/AAAAAAAAAK4/xZh5A1nKS3U/s72-c/cartazpronto2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8702934473420855012</id><published>2009-09-20T21:48:00.000-03:00</published><updated>2009-09-20T21:49:09.381-03:00</updated><title type='text'>Percepções</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;     Por entre todas as velocidades desordenadas que se dão pela fluidez do caos presente nos itinerários das ruas da metrópole, detalhes omitidos são capazes de revelar grandes coisas. Num instante que passa desapercebido nos tão presentes relógios das cidades, e a observância pode lhe trazer as mais íntimas percepções daquilo que é sensível. A solidão no silêncio, a paz na alegria alheia...&lt;br /&gt;     Eu observo. E a reflexão é consequência, e para todos. Mesmo na vida de quem luta contra a gravidade dos ponteiros que giram além do que os olhos podem observar, inevitavelmente em nossos carros, enquanto estáticos no trânsito, ainda hoje nos vem à cabeça a pergunta antiga e talvez a mais complexa de se responder: o porquê de nossas existências.&lt;br /&gt;     Talvez nunca saibamos, por maiores que sejam os avanços cientificotecnológicos que hão por vir. Talvez isso não importe, deveras. E talvez o tempo nos condene antes de qualquer conclusão. O certo é que devemos sentir cada segundo que temos, e sermos coerentes com o que as entrelinhas da vida sopram. Assim podemos ser felizes, ou que sabe, tristes. De todo modo seremos mais vivos pelo caminho do sentir.&lt;br /&gt;     Não estaremos na contramão das rotinas contemporâneas. Devemos, sobretudo, amar nossos objetivos e prosseguir, mais fortes, por eles. Por nós. Fazer valer o sentido do momento. Lembro-me de uma frase de um pequeno príncipe: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E o que cativas em ti mesmo? Sejamos cônscios com nossos sonhos, e responsáveis de nossas direções.&lt;br /&gt;     Mas os momentos de observância se passam, bem como o trânsito tende a fluir, cedo ou tarde. As percepções também se vão, mas cuidemos para que suas marcas fiquem em nós mesmos, para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8702934473420855012?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8702934473420855012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8702934473420855012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8702934473420855012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8702934473420855012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/09/percepcoes.html' title='Percepções'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1616968109419557052</id><published>2009-09-16T14:56:00.002-03:00</published><updated>2009-09-16T14:57:16.154-03:00</updated><title type='text'>crime</title><content type='html'>Se toda a propriedade usurpa,&lt;br /&gt;eu te roubo.&lt;br /&gt;Sim, e sigo as regras:&lt;br /&gt;não peço opinião e nem&lt;br /&gt;respeito tua vontade.&lt;br /&gt;Te faço meu, minha posse,&lt;br /&gt;te alimento e te completo.&lt;br /&gt;Te guardo no meu quarto.&lt;br /&gt;Se disseres, por acaso, que&lt;br /&gt;estou contra a lei,&lt;br /&gt;digo que minha lei é natural:&lt;br /&gt;a vontade que tenho é zelo necessário,&lt;br /&gt;pra que não te façam mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1616968109419557052?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1616968109419557052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1616968109419557052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1616968109419557052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1616968109419557052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/09/crime.html' title='crime'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7626948382039257680</id><published>2009-09-14T23:10:00.002-03:00</published><updated>2009-09-14T23:18:14.276-03:00</updated><title type='text'>Diferente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Diferente. Alguém normal chamaria de estranho.&lt;br /&gt;É que estampas de surf não fazem o seu tipo, e quando o melhor a se fazer for esperar, ela tem por costume se apaixonar por pessoas desconhecidas. Às vezes até imagina como seria, vivendo juntos. A vida a dois dura até quando puder lembrar dos traços do rosto, ou até que outra existência seja mais egoísta e acabe fazendo esquecer... é que ela é assim, apegada mesmo: não era difícil a fazer amar.&lt;br /&gt;Enquanto o tempo passa, ela se distrai e, ao longo de fatos que se passam, tão bonitos, que se fosse possível desenhá-los, que se fosse possível codificar a emoção de forma simples... ela guardaria em um caderno de fatos belos. Um pai, e três filhas: ela sorri e chora ao ver a confirmação de que a vida deve seguir, no sorriso da criança, que parece tão mais segura da vida que esta leviana garota, fruto de nossa observância. Ela chora ao ver a felicidade num detalhe que quebra a sincronia dos ponteiros e torna infinito o itinerário de apenas mais que trinta minutos, no ônibus, da casa à escola.&lt;br /&gt;Ela descobre e admite. É diferente, deveras. Por fora, algo que nem sempre demonstra ou faz algum sentido, como se uma casca dura, resultado do mal que lhe fizeram, algum tempo atrás. Mas falar sobre isso também já não faz mais sentido. Por dentro ela descobre toda a delicadeza e sensibilidade dela mesma, afinal, ela sofre mesmo, quando pensa em coisas como o efeito estufa, deficiências físicas, a dor da perda ou da ausência, a falta de água ou mesmo na saudade que fica de sua mãe. Ora, ela não sabe bem o que dizer e prefere não arriscar. Irradia o que tem de precioso através do sorriso que direciona à criança..&lt;br /&gt;Por dentro é a maior pérola, às vezes chaga.&lt;br /&gt;Como sempre quis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7626948382039257680?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7626948382039257680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7626948382039257680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7626948382039257680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7626948382039257680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/09/diferente.html' title='Diferente'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-6574827010615082533</id><published>2009-09-06T23:38:00.000-03:00</published><updated>2009-09-07T20:08:39.858-03:00</updated><title type='text'>O Sopro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Porque diante de somente um sopro teu, somente um momento que pra ti é nada além de fazer passar o tempo, que me fazes brilhar os olhos.. Teu sopro, a minha melhor inspiração. Algo que não tem sua forma revelada em linhas de raciocínio ou vias de sentido, que não se limita no tédio das coisas explicáveis.. Nossas linhas tortas, nossos atalhos que nos levam a lugar algum (se ao menos pudéssemos estar em algum lugar juntos!..). Nossos. Cada veia minha torna-se raiz de ti em mim, e o que dá vida às raízes são teus sopros e minhas inspirações, bem sabes que as melhores são vindas de sopros teus. Talvez tu não saibas..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o que procuro mesmo manter em segredo são as consequências de tuas vindas repentinas.. Teus sopros que dentro de mim atentam a todo canto e detalhe, como só quem ama é capaz de dedicar tamanha atenção (EU TE AMO!). Devastam esculturas e fundações de certezas que aos poucos cuidei em mim mesmo. E o que me trazia sentido viver por, torna-se agora confuso. Por que fazes isso? Às vezes sinto que sabes o quanto teus sopros, olhares e palavras manjadas, que conheço a falta de verdade em tudo isso, são suficientes para aumentar minha entropia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E me deixas. Através de um simples fato, me deixas à flor da pele, são as consequências de tuas raízes entranhadas em mim. E depois que vais, torno-me mais sensível às coisas e pessoas que vejo passar com pressa, deveras, através das janelas que se tornam minhas, enquanto realizam trajetos que não me fazem sentido algum (eu só gostaria de ir aonde estás.).. E tudo fica mais intenso. Meu bem, depois de tua presença, eu sinto que eu estou vivo! Mesmo que através da dor da tua ausência, eu sinto, agora.. Eu noto a amargura das minhas escolhas sem sentido, uma questão de sobrevivência; porque só enquanto tenho teu nome em minha boca é que posso, de fato, falar de vivência. Mas me deixas, e as ruínas que sobram em mim já não me interessam tanto assim..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Devo ainda dizer que eu sinto, como alguém que se devota à fé, que hoje estamos mais próximos, amor. E por isso eu peço, num sussurro, num pensamento, num grito... vem! Agora vem! Permita-nos a troca... Estou disposto, por mais que a tua partida se faça real, em breve.. Se puderes, traga-me a vida que tens, e eu serei feliz mesmo depois, por entre tuas recordações... que serão minhas também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-6574827010615082533?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/6574827010615082533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=6574827010615082533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6574827010615082533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6574827010615082533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/09/o-sopro.html' title='O Sopro'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-5260901724805728283</id><published>2009-08-27T01:43:00.001-03:00</published><updated>2009-08-27T01:44:51.335-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SpYPJu8PSII/AAAAAAAAAIc/549PyrjP1K0/s1600-h/Figura4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374499865207195778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SpYPJu8PSII/AAAAAAAAAIc/549PyrjP1K0/s320/Figura4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SpYO_hDGQkI/AAAAAAAAAIU/nB9MT3sZADg/s1600-h/Figura3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374499689679176258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SpYO_hDGQkI/AAAAAAAAAIU/nB9MT3sZADg/s320/Figura3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-5260901724805728283?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/5260901724805728283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=5260901724805728283' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5260901724805728283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5260901724805728283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SpYPJu8PSII/AAAAAAAAAIc/549PyrjP1K0/s72-c/Figura4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8883578415244030370</id><published>2009-08-24T01:26:00.000-03:00</published><updated>2009-08-24T01:56:19.871-03:00</updated><title type='text'>eu me perco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E, por vezes, eu subo no pedestal e [me] apresento as prévias de umas palavras por meio do que talvez possam sê-las, próprias. É o afinar dos sentidos da maneira mais doce. Ou talvez, da mais verdadeira. Ou talvez nem isso. O que atenta é o ato e o que fala é o fato. Que ato? Pré-ato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fato é a dor de um silêncio provindo de tantas palavras, ou no caso, o vazio das longitudinais que dão sentido às orelhas, a falta que busca na lembrança o que marca, e tudo que marca não passa de dor. A saudosista, que sofre pelo que se foi, ou a ferida viva que arde no aqui-agora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O ato é a reunião de palavras não ditas. Elevo-me em mim para expelir o que não é compatível à fala de forma alguma. E o que hoje eu não sei pensar. E se sentir fosse suficiente.. sentir é o bastante e nunca o suficiente. Pois existem nossos discursos, que, em escala de grandezas (todas) que não podemos tanger sós, não passam de sons periodicamente incompreensíveis. Se sentir fosse o suficiente, nossas falas dariam espaço a um silenciar. Não esse, feito de ausências. O silêncio que por si é completo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu me perco.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8883578415244030370?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8883578415244030370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8883578415244030370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8883578415244030370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8883578415244030370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/08/eu-me-perco.html' title='eu me perco'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-4745667036271797730</id><published>2009-08-10T01:15:00.001-03:00</published><updated>2009-08-10T01:21:12.680-03:00</updated><title type='text'>decoração</title><content type='html'>Decoração,&lt;br /&gt;de côr, àção,&lt;br /&gt;de coração.&lt;br /&gt;De cor-ação:&lt;br /&gt;de côr a são.&lt;br /&gt;De cór, ação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-4745667036271797730?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/4745667036271797730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=4745667036271797730' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4745667036271797730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4745667036271797730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/08/decoracao.html' title='decoração'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1563386047590468660</id><published>2009-08-03T23:52:00.000-03:00</published><updated>2009-08-03T23:53:09.444-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>é na dor que surge a força de querer transformar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1563386047590468660?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1563386047590468660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1563386047590468660' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1563386047590468660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1563386047590468660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/08/e-na-dor-que-surge-forca-de-querer.html' title=''/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-5976487720226528989</id><published>2009-07-16T02:23:00.001-03:00</published><updated>2009-07-16T02:41:57.009-03:00</updated><title type='text'>O limite quase imperceptível entre a bela verdade e a mentira que marca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não sei ao certo por quê. Quem sabe por que ao fim dos dias, o que sobra além de mim são as minhas ausências, e as luzes que se mantêm acesas enquanto a realidade é a presença que também me acompanha. Talvez seja mesmo por ti.. pela tua vinda inesperada, pelo teu jeito que superou o imaginado e foi melhor do que qualquer forma que pudesse vir de mim.. pode até ser por um capricho efêmero que busca os teus olhos e as tuas feições.. por que não poderia ser?.. É possível que um cansaço que transborda em mim, vindo da dor de quem espera por um sopro do tempo, justamente quando tu vens... então, talvez sejas tu o meu sopro. Ou talvez, eu só esteja errando, quando tudo pode ser...&lt;br /&gt;Mas não há valia em se expor as raízes, quando o que aflora em mim tem sido tão nítido e ultimamente tão experimentado. São os efeitos de algo que agora não importa por não poder ser conhecido. Eu tratarei de sentir seus efeitos!&lt;br /&gt;Eu os sinto. É como a esperança de uma existência, mesmo que por pouco ou pouquíssimo tempo, que possa acompanhar a minha e se deixar acompanhar. É como se tudo que fosse diferente nos meus dias tomasse uma relevância, deveras, e então eu poderia lembrar-me de ti e mais tarde eu poderia até te contar... Entende? É uma forma, mesmo que depois eu possa descobrir que de mentira, de existir em outra existência, com mais força, e que tu também o faças. É por nós! É como lembrar e pensar em ti quando, pelas ruas, pelo meu itinerário que me ata, não há nada além ou mais puro em que eu possa pensar. Ou como um tolo, esperando por tua presença. O que pergunta por ti não se aquieta até uma resposta, e quando vens talvez eu pareça indiferente, tentando esconder essas percepções que tanto me ocorrem.. Pode ser como lembrar o teu nome, e sorrir, brando.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas isso tudo pode ser nada além de um estado febril vindo da dor de uma existência só.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E é por nada além dessa dúvida, que por ti, calo todos esses sentidos. Tenho medo. Tenho por ti. Não quero lhe apresentar ao meu infinito confuso, não quero confundir-te. No fundo, por todo bem que pareces me oferecer, não seria certo que nem ao menos a possibilidade de te fazer mal pudesse existir.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas essa, que fique claro, talvez seja só mais uma de tantas hipóteses.. já que tudo, um dia, pode ser.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-5976487720226528989?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/5976487720226528989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=5976487720226528989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5976487720226528989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5976487720226528989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/07/o-limite-quase-imperceptivel-entre-bela.html' title='O limite quase imperceptível entre a bela verdade e a mentira que marca'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-5866636061705344646</id><published>2009-07-13T01:27:00.001-03:00</published><updated>2009-07-13T01:29:16.578-03:00</updated><title type='text'>DOR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Eu não sinto nada em mim além da dor, maior que eu. A expiração é um sopro cinza, que morre ao sair da boca. Os sussurros da voz são os gritos rasgados numa garganta contida. Os passos são a condenação do tempo. E as lágrimas são a materialização da minha ruína. Eu não sou mais eu. Eu sou um corpo de dor. Eu busco, me contorço, me machuco, fecho os olhos, abro a boca, mas a dor não é física! E não há posição alguma que alivie meu tormento! E não há nada aqui além de uma existência triste ou já não há existência. Os meus olhos que já nem conseguem mais enxergar e o coração que, acelerado, pulsa forte a dor que arde em todo corpo, compassando as minhas horas de dor que insuportavelmente me enganam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-5866636061705344646?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/5866636061705344646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=5866636061705344646' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5866636061705344646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5866636061705344646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/07/dor.html' title='DOR'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-5642764496981239058</id><published>2009-07-12T22:41:00.001-03:00</published><updated>2009-07-12T22:41:48.359-03:00</updated><title type='text'>A visão do que sufoca o peito.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não há nada que acentue tanto a certeza do meu amor por ti, quanto a própria dor que sinto ao ver-te numa noite de poucas estrelas no meu céu cinza. Teu céu e tuas estrelas que devem ser especiais, e então eu peço a uma estrela cadente, perdida no teu infinito, se entrelaçar ao meu céu de um escuro interminável..&lt;br /&gt;Mas, dentro de um infeliz segundo, inesperado, que tuas estrelas se envolvem em uma dança com outras estrelas que não as minhas. E minhas lágrimas desabam de um céu triste, e a dor machuca o peito, feito a chuva e os raios numa tempestade. Tanta água, mas o que deveria ser fértil continua seco e sem vida.&lt;br /&gt;Bom é saber que todas as tristezas, um dia têm um fim e que todas as tempestades, um dia vão embora. E mesmo que, por mais uma vez, eu perca o sentido, eu juntarei as forças minhas, e buscarei aonde puder encontrar, mesmo que em fontes descartáveis ou em sonhos de mentira.. assim as coisas tendem a voltar ao seu (novo) lugar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-5642764496981239058?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/5642764496981239058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=5642764496981239058' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5642764496981239058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5642764496981239058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/07/visao-do-que-sufoca-o-peito.html' title='A visão do que sufoca o peito.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1373686935591943474</id><published>2009-07-10T02:28:00.000-03:00</published><updated>2009-07-10T03:05:49.068-03:00</updated><title type='text'>Saiba.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando a embriaguez toma minhas veias e se torna parte integrada de meu corpo, e quando as gotas de chuva traçam rotas sobre minhas imperfeições em retas e curvas, eu sinto seu olhar - que mesmo tão indecifrável eu posso afirmar que não estranho – me trazendo algo novo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em algumas horas simples que sem você não seriam tão corridas, deixei-me estar vulnerável aos seus intencionais – ou não – toques cautelosos, palavras calculadas, jogo de movimentos e, repentino, vi meu castelo de frieza e de proteção vindo, a tona, abaixo. E hoje, num [des]encontro, você retira o que é explícito e o que me resta são meus pensamentos que permanecem em ti, tão recentes, tão confusos.. Vem! Vem ser meu!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vem, rápido! Porque eu queria que todo pudor se esvaísse num grito uniforme, desejoso de tua boca! Minha boca? Meus olhos? Meus gestos? Meus atos? Nunca ouve força maior que tanto os calculasse! E a trajetória é sempre essa, quando sinto a força de tua existência confrontando meus desejos. E se, por acaso, minha boca e meus olhos estiveram bem desenhados ao teu lado, deve-se ao fato simples de estarem ao lado dos teus, a força do desejo de serem notados por ti, inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apenas vem! Porque no mesmo ritmo que aumenta o fluxo da chuva, minha vontade de tornar real este que agora é desejo concreto de ti aumenta! Se houvesse ao menos um canal que ligasse a voz de meus desejos e a escuta da tua mente... ao menos eu teria uma tentativa.. e eu gritaria na tua mente o que agora é certo: eu te quero sem dúvidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas no fim das contas, eu abro minhas pernas e evidencio nosso contato: a minha pele e a sua pele em uma unidade que ultrapassa qualquer lógica existente: erupções individuais e um coletivo (nós) químico, expressando o que os vocábulos erroneamente diriam como ‘na ausência de minha querida presença, ou mesmo de qualquer presença, hoje você me completa e me basta’, ocultado a esperança da pureza de qualquer sentimento nobre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora a lucidez já é parte de meus sentidos, e antes que por inteiro, me entregarei num sono de inexistência, buscando a pureza num sonho infantil, mas sem medo de te encontrar naquilo que o consciente não tem o poder de controlar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1373686935591943474?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1373686935591943474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1373686935591943474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1373686935591943474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1373686935591943474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/07/saiba.html' title='Saiba.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8629847752507345629</id><published>2009-07-07T01:28:00.000-03:00</published><updated>2009-07-07T01:30:57.456-03:00</updated><title type='text'>infância</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;     Quando eu reparo nas nuances daquilo que cobre a terra em disritmia com meus passos rápidos, por algum momento breve eu sinto que a realidade se afasta e então eu me permito ver o que ela não permite. E isso é possível só durante o tempo que eu posso caminhar em sincronia com os pensamentos, sem medo. E isso, é possível quando eu me encontro num passado palpável, não o que prendemos em nossos infinitos; mas o passado que temos hoje, e que quando nos deparamos, circunstancialmente nos envolve, brando. A materialização daquilo que nem mais nos pertence – porque o tempo já tomou as nossas marcas e o que era nosso.&lt;br /&gt;     E eu sei que é só nesse quadro vivo, um engano d’um passado e a negação certa d’um presente. Só lá eu vejo o meu lugar que não me pertence. Abraço um tempo que não passa com a mesma força dos nossos minutos, me perco em três ponteiros tortos de um relógio branco. Sorrio para velhas lindas cores. Um verde calmo e um azul sereno. Um cinza falante e umas cores verticais difíceis de serem nomeadas. E só eu lembro tudo que essas cores têm de mim. Mas respeito também as novas cores. Cores que [ir]realizam ainda mais o meu lugar.&lt;br /&gt;     Sinto a melancolia nostálgica de um domingo em todos os detalhes, até daqueles que cobrem a mesa ou se encontram jogados no chão. Envolvo-me até nos meus olhares mais sinceros e me pergunto por que os abandonei ali... Eu rio quando encontro o meu medo de andar no escuro. E quando o escuro é certo, olhar pro céu é sentir o universo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E eu fecho as entradas da caixinha até a próxima vez que o sentido me faltar à mente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8629847752507345629?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8629847752507345629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8629847752507345629' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8629847752507345629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8629847752507345629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/07/infancia.html' title='infância'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-4159513241324625590</id><published>2009-07-01T00:06:00.000-03:00</published><updated>2009-07-01T00:09:04.159-03:00</updated><title type='text'>O início...</title><content type='html'>(mas todo fim, no fundo é uma canção que atrai um novo início...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-4159513241324625590?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/4159513241324625590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=4159513241324625590' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4159513241324625590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4159513241324625590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/06/o-inicio.html' title='O início...'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-6910080013090793420</id><published>2009-06-30T23:48:00.001-03:00</published><updated>2009-06-30T23:48:25.976-03:00</updated><title type='text'>ao fim.</title><content type='html'>É no fim do dia,&lt;br /&gt;depois que o sol se põe,&lt;br /&gt;e quando falar de um céu azul já parece loucura;&lt;br /&gt;é quando as músicas não podem ser ouvidas;&lt;br /&gt;é quando a alegria cega se desgasta,&lt;br /&gt;e quando, em seu lugar, a incerteza preenche o vazio deixado;&lt;br /&gt;é quando não há mais calor pra abraçar um corpo só,&lt;br /&gt;e quando o frio que chega nos pede proteção;&lt;br /&gt;é enquanto a própria presença se cansa,&lt;br /&gt;que a ausência arrebata a existência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é quando a luz perde a força,&lt;br /&gt;e o que resta é o escuro,&lt;br /&gt;que me impede de ver o mundo,&lt;br /&gt;e minha dor é único grito;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, ao desenrolar dos segundos,&lt;br /&gt;o que era dúvida torna-se certeza,&lt;br /&gt;e ao fim, o depois,&lt;br /&gt;que só é ocupado pelas lágrimas que correm;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no início, um dia que ameniza o susto,&lt;br /&gt;e as dores pareciam tão distantes,&lt;br /&gt;e eu me encontrava tão lúcido...&lt;br /&gt;e no fim, o escuro que me tira os fundamentos,&lt;br /&gt;e o que sobra é a fragilidade,&lt;br /&gt;e já não sei se o que sinto é medo da dor ou a própria dor..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ausência do que me conforta&lt;br /&gt;percebo que segurança ainda é distante,&lt;br /&gt;aprendo que a calmaria é passageira&lt;br /&gt;e o que sobra ao fim (de mim mesmo)&lt;br /&gt;é um sentimento, fluído, do meio do peito, vai suave aos ombros&lt;br /&gt;é sinal do meu amor e da sua recusa&lt;br /&gt;e ao fim, só o amargo de existir é o que resta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-6910080013090793420?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/6910080013090793420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=6910080013090793420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6910080013090793420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6910080013090793420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/06/ao-fim.html' title='ao fim.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3693916872248621517</id><published>2009-06-29T02:54:00.000-03:00</published><updated>2009-06-29T03:14:35.634-03:00</updated><title type='text'>..mudanças..</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Já não é mais de ti que eu falo nessas minhas deixas secretas que só a ti foram expostas. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Já não fazes mais parte da minha realidade e raramente sais pronunciado da minha boca. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Hoje, és um sonho, ruim, que se passou (jamais um pesadelo). &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Mas eu não seria verdadeiro, deveras, se dissesse que não habitas meus pensamentos, ainda por um breve tempo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;O agora, secretamente (revelado), sinto-me despido e sei que dentro de mim ainda te encontro em turvas imagens, recordatórias de paz e horror.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3693916872248621517?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3693916872248621517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3693916872248621517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3693916872248621517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3693916872248621517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/06/mudancas.html' title='..mudanças..'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-885190720901678345</id><published>2009-06-26T01:36:00.001-03:00</published><updated>2009-06-26T01:36:43.658-03:00</updated><title type='text'>motivos pra seguir.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu sinto tudo tão diferente.. talvez sejam minhas percepções, porque desde que eu me recordo, não há grande mudança nesse(s) universo(s) que nos rodeia(m).. Eu sei que não sou alguém que sabe muito e nem sobre muitas coisas, apenas o que eu falo gira em torno do que eu sinto e do que eu penso, a cima de tudo. É estranho... o homem e suas concepções vivem ciclos que renegam o passado, e buscam uma nova essência no que antecede ao passado, assim sucessiva e gritantemente.&lt;br /&gt;Hoje, eu sinto tudo tão diferente. É como um jogo, de convenções, em que os vícios e o egoísmo e as novidades aceleraram demais o ritmo do jogo. Em que pessoa nenhuma é capaz de acompanhar naturalmente, ao mesmo tempo em que não há como desprender-se de nosso inventado e incontrolável passatempo. Hoje eu sinto, tudo tão diferente. Minhas sensações, contrastadas ao meu existir, tornam-se pesos impossíveis de carregar. Tudo o que se pode absorver é exaustivo, gritante e doloroso. São as crias do nosso jogo, complexas em demasia. Nosso jogo, o jogo do absurdo. Busca-se compreendê-lo sem esperar uma resposta, além da reflexão. E, obviamente, ficamos sem respostas.&lt;br /&gt;O que mais me dói é ver que as pessoas perderam o valor e os valores. Destes últimos, alguns deveriam mesmo ser esquecidos, mas outros, como a inocência e o respeito que se foram, nos tornam menos humanos, no sentido inventado da palavra. Hoje, coleciono nomes dos mortos nos telejornais diários. E o que mais me afeta é o sentimento de solidão. As pessoas têm sido menos gratuitas, e o sentido da amizade tornou-se apenas ‘ter alguém pra horas difíceis’.&lt;br /&gt;Mas algumas coisas jamais perderão o sentido, como a ternura de um céu ensolarado, o equilíbrio de um céu estrelado, as luzes, à noite, na cidade, a pureza num sorriso de uma criança, fazer bem às pessoas que me rodeiam... e assim eu busco motivos pra seguir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-885190720901678345?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/885190720901678345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=885190720901678345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/885190720901678345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/885190720901678345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/06/motivos-pra-seguir.html' title='motivos pra seguir.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8771429504806914458</id><published>2009-06-25T00:17:00.000-03:00</published><updated>2009-06-25T00:41:09.326-03:00</updated><title type='text'>Sejamos um!:</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando penso, prefiro não pensar. Prefiro não ser, tenho preferido. Tenho escolhido viver apenas quando convém. Às vezes morro de dor, mas usualmente me mantenho morto. Dizem que não há nada pior que a morte, mas enquanto não há vida, não há dor. Dizem também que não há dor maior que a dor da morte, mas como podem saber se nunca ousaram? Há tempos não me sentia tão morto..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando eu olho pra você, não sei o que grita mais alto. Se a euforia do amor que eu sinto que me estremece e estremece meus pensamentos, se uma paz, nua, por tamanho bem que você faz aos meus olhos, ou se é a dor de saber que por mais de perto que eu olhe, por mais que o tempo se estenda, eu não poderei te tocar, e em momento nenhum nós seremos, juntos. O fato é que esses gritos - de uma boca silenciada por um suspiro que me invade e rasga, e deforma, e massacra, o sentido que não é simples de se conquistar – são simplesmente sons de um coração pulsando, a batida que me traz à vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Triste (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;é o seu&lt;/span&gt;) jogo, este o qual meus olhos brilham por (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;você&lt;/span&gt;), que não tem lógica que explique (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;sua ausência sentida&lt;/span&gt;) e nem justiça que condene ou defenda (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;suas jogadas frias&lt;/span&gt;). (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;com você&lt;/span&gt;) Eu não sei jogar sem entrega, e o que sobram são gritos de silêncio (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;com seu nome ecoando nas paredes e fazendo sentir a presença da tua ausência&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o silêncio que invade as orelhas dói. Os lugares onde eu te vi machucam os olhos e os gritos continuam silenciados. Essa é a dor de quem espera, me torno por mais uma vez um prisioneiro do tempo que me ata – me isola amargamente e me cura, brando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8771429504806914458?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8771429504806914458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8771429504806914458' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8771429504806914458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8771429504806914458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/06/sejamos-um.html' title='Sejamos um!:'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1870273204336539449</id><published>2009-06-15T00:57:00.000-03:00</published><updated>2009-06-15T01:01:23.724-03:00</updated><title type='text'>o que além disso deve ser o viver?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez hoje, talvez só agora, alguma coisa importante em mim mesmo tenha acompanhado as transformações que tão presentes e imperceptíveis se passam em meu mundo - que é todo meu...&lt;br /&gt;(Trans)formo minhas próprias visões (literais ou não), e agora me sinto bem. Eu sinto. Eu percebo, eu sinto!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meus dias têm sido particulares e neles – em mim – transpiram lembranças, novidades, músicas, poesias, textos filmes livros, tudo em forma de sensações que eu mesmo clamo ou então resisto enquanto puder diante da mais fantástica degustação que a nós, frágeis humanos, é possível comportar: &lt;em&gt;sentir&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Tateio o sentir, meus poros expandem-se e as sensações me vestem cobrindo toda pele, à flor da pele.&lt;br /&gt;Sinto como se um frio, e o que eu sinto na pele sintoniza meu corpo, como a leveza de uma brisa qualquer...&lt;br /&gt;em que já não se conhece o que se sente, em que a sutil linha que separa dor na pele e prazer na pele já fora infringida.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu lambo o sentir. Sinto seu gosto no amargo no doce no azedo no salgado da língua.&lt;br /&gt; Abro a boca – e de olhos fechados me livro de pudores me entrego me permito, enchê-la do que me faça sentir.&lt;br /&gt;A língua busca mais; lambuzo-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu arregalo para sentir. Eu vejo dentro de mim, vejo fora de mim, vejo longe, vejo perto... vejo de olhos fechados, vejo de olhos abertos.. &lt;br /&gt;vejo até o ardor que me provoca o sentir tocar meus olhos que repelem as lágrimas – aquilo que meu corpo expele. &lt;br /&gt;Pupilas dilatadas, olhos bem abertos para aumentar a sensação.. às vezes meus olhos se cansam e às vezes descanso meus olhos e vejo de outra forma..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiro sensações, para que por dentro possam ser transformadas.&lt;br /&gt;Faço força e barulho, num ritmo que se torna a música de meus sentimentos..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouço o sentir. O que pode ser sentido invade meus ouvidos e penetra sem consentimento e com tamanha força. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Meus ouvidos decodificam e não há forma alguma que possa igualar a transmissão do sentir de forma tão bela. Ou dolorosa. Ou sensível, por si.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Dias privados, mas dias em que estou aberto, receptivo... dias únicos. Dias íntimos. Exalando a maior força de sentir, acentuando percepções. Minhas dores têm sido mais intensas e minhas alegrias mais vividas.. Eu percebo, e sinto muito. Tenho vivido de sentir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Difícil é compreender, harmonizar-se com o que é ‘invisível’ aos olhos. Mas dizem, e creio então, que sentir é essencial. Difícil é, além, buscar a felicidade eterna, a responsabilidade de ter bons dias pra sempre.&lt;br /&gt;Pois hoje, e só agora então, eu ouso romper e transformar. Ouso não deixar meus dias passarem despercebidos. Tristes, felizes, sobretudo sentidos, para que façam sentido. Isso! Não despercebidos! Perceber, sentir... o que, além disso, deve ser o viver?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... E se ao fim de cada dia o sol se por (e ele tem se posto), é porque tudo está como deve estar, como tinha de ser.. É porque as loucuras contemporâneas ainda não espantam o tempo e o mundo, e sendo assim eu devo seguir, na ciranda insana dos dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1870273204336539449?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1870273204336539449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1870273204336539449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1870273204336539449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1870273204336539449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/06/o-que-alem-disso-deve-ser-o-viver.html' title='o que além disso deve ser o viver?'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8211591995510263383</id><published>2009-06-03T23:35:00.000-03:00</published><updated>2009-06-03T23:37:06.128-03:00</updated><title type='text'>palavras a alguém importante..</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...] Eu me perco na infindade dos pensamentos e das possibilidades enquanto busco explicações, justificativas, enquanto tento organizar em palavras um rumo pra mim mesmo.. mas não funciona mais.. Não sei o que mudou, se minhas concepções sobre tudo ou se as próprias coisas.. Hoje tudo me parece turvo e as palavras se escondem... Não sei o que lhe dizer, e nem a mim mesmo, além de palavras manjadas como o óbvio que tento acreditar e me apegar;&lt;br /&gt;Eu me perco, perco o sentido e às vezes sinto-me longe do que é lúcido; medo, ausência, coleção de derrotas, tempo desperdiçado. Tudo acumulado, e tudo recomeça. [...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;em meio à tempestade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8211591995510263383?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8211591995510263383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8211591995510263383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8211591995510263383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8211591995510263383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/06/palavras-alguem-importante.html' title='palavras a alguém importante..'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-4372590097616322242</id><published>2009-05-31T23:20:00.000-03:00</published><updated>2009-05-31T23:23:15.714-03:00</updated><title type='text'>o que se passa.</title><content type='html'>explosões mentais me dão dor de cabeça. tanto faz.&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.E.V.:&lt;br /&gt;Penso que são poucos, em uma escala relativa, que buscam sair de suas cômodas trajetórias retilíneas, ou deveria dizer circulares, em que já não se conhece o começo e não se objetiva fim (finalidade); em que a repetição torna-se rotina: não há algo novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Penso que esses poucos, de boa intenção notória na vontade de ser, ir além de círculos, acabam se tornando vítimas de uma convidativa emboscada, velha nova forma de movimentação, tão plástica e aprisionadora quanto a primeira. Talvez em um lado oposto, visto de cima. Apenas por não querer circular, anda-se em caminhos feitos, diagonais manjadas, ameaças aparentes escondendo outra forma, tão triste e alienada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Penso que são raros os que sentem. Penso que são raros os que se libertam de trajetórias feitas, ilimitados passos e formas de passos. Raros e admirados são os que desenham uma trajetória nova, própria e amorfa, fazendo do destino (o seu) desenhos cegos, tão livres, tão bonitos, simples em ser, tanto quanto um quadro abstrato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso é o teatro, um exercício de estudo social. Eficaz, creio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-4372590097616322242?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/4372590097616322242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=4372590097616322242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4372590097616322242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4372590097616322242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/05/o-que-se-passa.html' title='o que se passa.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-702150117794831924</id><published>2009-04-22T19:27:00.000-03:00</published><updated>2009-04-22T19:33:29.841-03:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>Tu achas que arte é arte? Arte é qualquer coisa bem criticada!&lt;br /&gt;Isso sim!&lt;br /&gt;Nesse mundo sujo, nada é o que parece ser&lt;br /&gt;!!&lt;br /&gt;Nada é o que parece ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tire uma foto de minha morte. Pinte um quadro. Qualquer coisa bem reputada torna-se arte, por que não a explosão de ideias confusas e contrárias? O sangue é vermelho, vermelho é visível, esteticamente agradável, ou confuso, sobretudo aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideias confusas e contrárias, nada concreto. Talvez, se a morte vier depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-702150117794831924?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/702150117794831924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=702150117794831924' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/702150117794831924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/702150117794831924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/04/blog-post_22.html' title='.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-6097794390228208982</id><published>2009-04-14T18:49:00.000-03:00</published><updated>2009-04-14T19:06:26.872-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SeUI3K_IzyI/AAAAAAAAADg/OUQgIOVFcOk/s1600-h/preciosas_final_II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324671878370479906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SeUI3K_IzyI/AAAAAAAAADg/OUQgIOVFcOk/s320/preciosas_final_II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SeUGTL6zTyI/AAAAAAAAADY/9n_zjCBUQPk/s1600-h/menorzinho.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SeUFHoM4YcI/AAAAAAAAADQ/RH_-lr9u3bk/s1600-h/preciosas_final_II.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-6097794390228208982?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/6097794390228208982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=6097794390228208982' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6097794390228208982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6097794390228208982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SeUI3K_IzyI/AAAAAAAAADg/OUQgIOVFcOk/s72-c/preciosas_final_II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-2080493558908722049</id><published>2009-04-06T01:40:00.000-03:00</published><updated>2009-04-06T01:44:32.275-03:00</updated><title type='text'>quanto tempo?</title><content type='html'>Como é triste a dor de quem espera.. É a dor que espera arder enquanto colide – a aparente cura – com o invisível, com aquilo que foi criado, e por assim ser, duvida-se a existência.&lt;br /&gt;Como se pode depender do que não se vê? Como acreditar, como confiar, respeitar; como ninar a dor numa canção que não se dança e não se canta e não se ouve...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;... e hoje, no silêncio dos segundos que me prendem tal qual a gravidade. No branco frio das paredes que envelhecem (envelhecemos) a cada minuto, cinco minutos.. eu controlo, sem controle. Na solidão das horas que se estendem e quando acabam, recomeçam. Dias que por mais diferentes, acabam todos iguais. Semanas que vejo, como um filme, na mente, repetindo-se numa dimensão que não posso tocar, se ela puder existir. Meses e novos planos. Anos e novos anos, e, hoje, e sempre, as mesmas coisas...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no ‘final’ a dor da espera continua viva; a ausência, da cura; a dependência do tempo, a (cega) certeza de que, quando ele passar, passará. Ainda assim corremos contra o tempo em busca, a busca, não se sabe ao certo, talvez provar a importância de cada existência, não passar em branco. E ainda assim empurramos a engrenagem circular tempo pra que a dor de quem espera encontre alento numa ciranda suave, doce. É uma luta contra e a favor, de nós mesmos.&lt;br /&gt;A dor de quem espera uma resposta, uma carta, um amor. Depender de um jogo inventado, brincadeira perigosa, sem escolha.&lt;br /&gt;Sobreviver é pretexto, espere a hora certa e deveras, comece a viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-2080493558908722049?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/2080493558908722049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=2080493558908722049' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2080493558908722049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2080493558908722049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/04/quanto-tempo.html' title='quanto tempo?'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7768272158262075206</id><published>2009-03-05T20:11:00.000-03:00</published><updated>2009-03-05T20:12:18.177-03:00</updated><title type='text'>já era.</title><content type='html'>sem nome...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo e&lt;br /&gt;Braço cruzado; e a minha boca de lama&lt;br /&gt;Por não te ter pra te agarrar na minha cama&lt;br /&gt;Cê tava todo marrento na noite passada&lt;br /&gt;E o meu suor era a água na boca; então&lt;br /&gt;Se hoje eu te ver eu posso até dizer que eu vou tentar&lt;br /&gt;Mas meus amigos, seus amigos, não vai dá..&lt;br /&gt;Até parece fracasso mas pode crer que não é não, meu bem&lt;br /&gt;É só meu jeito de fingir que eu não me importo com ninguém&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7768272158262075206?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7768272158262075206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7768272158262075206' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7768272158262075206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7768272158262075206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/03/ja-era.html' title='já era.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-53149443649815396</id><published>2009-02-22T15:10:00.000-03:00</published><updated>2009-02-22T15:11:01.113-03:00</updated><title type='text'>o mundo gira e as dores passam</title><content type='html'>O nosso mundo está pelo fim.&lt;br /&gt;e nós estamos cada segundo mais velhos;&lt;br /&gt;nossas crianças, cada segundo, menos crianças;&lt;br /&gt;mas as nossas dores também se vão a cada segundo;&lt;br /&gt;e em seu lugar, a novidade, os novos sonhos, as esperanças;&lt;br /&gt;e alguns sorrisos, meus e seus, nascem e morrem, durante segundos..&lt;br /&gt;Eu busco em mim mesmo alguma coisa de você, mergulho dentro me mim procurando qualquer marca que possa me confortar, que me faça lembrar você, aquele seu jeito de olhar, de falar, e a cada segundo eu te vejo mais distante de mim.&lt;br /&gt;Tragam o tempo que parte a cada novo momento!  Devolvam-me as lembranças roubadas, que a cada segundo me esvaziam e me fazem perder todo sentido.&lt;br /&gt;O mundo gira, e as dores passam. Essa é a minha verdade, na qual tenho me abrigado e se tornará fato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-53149443649815396?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/53149443649815396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=53149443649815396' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/53149443649815396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/53149443649815396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/02/o-mundo-gira-e-as-dores-passam.html' title='o mundo gira e as dores passam'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7690861488467849284</id><published>2009-01-27T00:12:00.000-02:00</published><updated>2009-01-27T00:18:28.459-02:00</updated><title type='text'>- Eu só peço para ver</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No fundo, essa é a minha única luta e a razão de todos os meus medos ‘infundados’. As barreiras que existem são as que eu mesmo crio, para manter na forma de sonho os sonhos que não são meus (a forma simples de ser ocupado e nunca completo; no fundo, o medo desse completo ser só mais uma parte). Sonhar é melhor que viver porque nunca me foi possível viver um sonho, e os sonhos são bonitos, ideais; a vida é sempre a vida.&lt;br /&gt;Por que em mim brotou esta chaga, chaga que sangra ou pérola que brilha, dentre tantos, dentre tão diferentes, por que em mim o fardo de lidar com algo que hoje é incógnita parte indomável de mim?.. Por que me tiras, chaga, qualquer sentido ou conhecimento de tudo que tenho? Por que a única certeza, único fundamento, chão é o vazio, é escuridão, é o silêncio?&lt;br /&gt; Não foi simples descobrir-te e hoje eu vivo na desilusão da tragédia, como um cego que cansou de tatear na escuridão do desconhecido e tenta torná-lo sua posse. Que fracassa, e o que sobra do resto não pode ser a saudade, mas a ausência de algo que ele enxerga dos olhos para dentro. E sonha. E desta vez, sonha.&lt;br /&gt;Enquanto chaga, a dor e enquanto pérola, a lágrima. A dor é o sinal que me mantém vivo e se ainda há vida, há busca. Os olhos atentos, pele sensível, o que eu sinto e o que eu penso colidem em ressaca; não se sabe como chegar, onde encontrar e os caminhos são infinitos. Desespero de meus olhos, pele sente mas se mantém calada, e o vazio brota de tudo; com ele a lágrima, aquilo que meu corpo expele. Por mais uma vez, por todas as buscas, em todos os lugares.&lt;br /&gt;E assim foi o retrato em movimento daquilo que vivi de mais bonito entre tudo que vivi. Como todas as coisas, como a vida, a minha ou de qualquer um ou a vida em si... diante do que vivi, do que vi, ouvi, senti, por onde passei, com quem falei, com quem me afinei, desentendi... não importa. Foi como todas as coisas, incompreensíveis, no fundo tristes, mas de uma beleza simples e impressionante, e na inocência de tudo que é puro ou desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7690861488467849284?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7690861488467849284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7690861488467849284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7690861488467849284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7690861488467849284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2009/01/eu-so-peco-para-ver.html' title='- Eu só peço para ver'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-2662251943337815023</id><published>2008-12-31T01:44:00.001-02:00</published><updated>2008-12-31T01:44:40.648-02:00</updated><title type='text'>a nova personagem</title><content type='html'>Eu quero ouvir aquele toque de mensagem. Eu quero olhar nos olhos de alguém(ns), mas quero, além disso, que olhem nos meus olhos, e tudo isso em frações de segundo, por várias e repedidas vezes, enquanto caminho com pressa de buscar esses olhares que se encaixam aos meus, e sem nenhum outro propósito.&lt;br /&gt;Eu quero ser mais visitado, mais lembrado, mais desejado e por todas as vias de sentido possíveis. Quero que meu nome seja dito em lugares que nunca foram. Que meu cheiro fique (mente e matéria) aonde nunca permaneceu. Que os meus não façam sem mim. Quero como sempre que seja como nunca foi. E apesar de tanta vontade, creio que a barreira invisível seja inevitável.&lt;br /&gt;Por e para tanto, serei outro, e por mais complicado, desta vez minha personagem há de transbordar por todos os lados, cobrindo aquilo que até então não tinha cor e nem graça. E eu os terei, em detalhes que já cultivo e em novos truques, dentre tanta ausência e decadência que me rodeia, sem ofensas, apenas me cobro demais.&lt;br /&gt;E que o brilho da visão que recebo enquanto a ausência da sobriedade se faz presente possa se tornar o brilho comum dos meus olhos. Ou, no mínimo em fatos concretos, que eu perca o medo de fugir da normalidade, afinal essa não me causa mais nenhum gosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-2662251943337815023?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/2662251943337815023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=2662251943337815023' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2662251943337815023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2662251943337815023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/12/nova-personagem.html' title='a nova personagem'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8819621254770512962</id><published>2008-12-20T21:25:00.000-02:00</published><updated>2008-12-20T21:28:58.120-02:00</updated><title type='text'>lágrimas que fogem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Havia tanto tempo em que eu não chorava.. [uma semana não é muito tempo]. Não deste jeito. As lágrimas gritam através dos saltos que acontecem de dentro de mim, e para fora, sem nenhuma força contra ou a favor; naturalmente. O motivo sou eu, e os outros, e tudo que acontece num solitário dia de confraternização. Não posso mais contar quantas vezes eu já vi esta cena. Um quarto vazio, coisas por fazer e revirando ainda mais toda confusão. Eu, e nada mais. Música, um momento de prazer e acefalia, e tudo recomeça.&lt;br /&gt;As lágrimas correm com mais força quando sentem que só existem por não existirem momentos para sorrir, ou para serem relembrados com alegria. Elas têm razão em querer livrarem-se da cumplicidade de uma vida de lacuna. E tudo isso tira de mim mais um pouco da minha vontade e da minha possível coragem, que saem transparentes e morrem numa rápida tentativa de darem certo.&lt;br /&gt;Isso muito me assusta, porque este segundo, e mais esse, e esse que virá, serão todos mortos sem nenhuma causa e nenhuma alegria. Muitas de minhas células morrerão, logo partes de mim, sem vivenciar nenhum fato de orgulho. Assim como a maior parte de uma vida oprimida por mim mesmo. Pelo medo da reprovação, que tive, e não mais desejo.&lt;br /&gt;Porém espero, por mais vezes e com mais força, chorar minhas nobrezas e morrer por mais vezes, para que eu possa ainda nesta vida, ter uma nova. Para que a dor me transforme em algo que eu sonho ser, não o oposto de mim, mas alguém que tem mais vontade de não ser indiferente, pelo menos para mim mesmo, e que as próximas partes minhas que se forem, tenham em um adjetivo bom, tal qual intenso, ou feliz, a definição de suas histórias, fases de minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8819621254770512962?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8819621254770512962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8819621254770512962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8819621254770512962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8819621254770512962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/12/lgrimas-que-fogem.html' title='lágrimas que fogem'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-4476913460308882089</id><published>2008-12-18T22:13:00.000-02:00</published><updated>2008-12-18T22:16:36.788-02:00</updated><title type='text'>códigos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu ouvia Adriana Calcanhotto enquanto aguardava no trânsito lerdo das ruas invisíveis que eu nunca, sequer, pude imaginar. E aguardava durante horas, com toda a imobilidade que eu, de fato, não tinha. Flagrei-me preso na rede que limita o que penso. Pelo menos eu pude ver.&lt;br /&gt;Todos esses dias eu tenho sido somente seqüências. De números, senhas e códigos, nada além. Nada além do necessário, o necessário para mergulhar nessas ruas. Ruas que me cegam com um claro branco que não me permite ver as trajetórias, mas somente os destinos finais. Nada é realmente o que eu posso ver. Tudo são códigos. Códigos que usurpam e transfiguram a realidade. Você (eu) não deveria confiar neles.&lt;br /&gt;Você perde o seu tempo, todos os dias, e todas as horas que ele tem, e todos os minutos que tem as horas, e os segundos e suas frações.. enviando, recebendo, sendo, seqüência de números, senhas e códigos. E no fim você já acredita que pode ser o que você vê nas ruas, nunca!&lt;br /&gt;Mas continue se enganando, essa é uma forma, mesmo que ainda assim contida (como você é patético e covarde!), de ser o que você gostaria de ser. Mas, no mínimo, não tenha medo da conclusão: Você só se faz ideal na mentira, em códigos..&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-4476913460308882089?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/4476913460308882089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=4476913460308882089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4476913460308882089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/4476913460308882089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/12/cdigos.html' title='códigos'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-5878848363950402287</id><published>2008-12-12T00:07:00.000-02:00</published><updated>2008-12-12T00:08:50.743-02:00</updated><title type='text'>cheiro do medo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;          Eu não tenho medo das pessoas. Eu tenho instinto. Instinto contra o(s) desconhecido(s). Instinto e um bocado de experiências. Não seria espantoso para mim qualquer tentativa de perturbação que eu pudesse sofrer. Seja um grito para me assustar, mãos que possam alterar meu equilíbrio ou minha temperatura, ou gargalhadas que possam ecoar em minha mente. Nada disso me seria surpresa, pois, sempre que estou sozinho pela rua, o cheiro do medo é o que meu corpo exala e é o que me rodeia. Do medo. É o sentimento base da reação que teria a qualquer tentativa. Por que o medo, e não a cautela? A pergunta é respondida por um exemplo: Quando sinto que devo temer, é quando fico à flor da pele, quando aguço meus sentidos para evitar o susto, é que eu me fragilizo e aí então o susto me toma por inteiro, mais do que se estivesse distraído. O fracasso. E por que tudo isso? Mais uma vez, essa é a minha natureza.&lt;br /&gt;          &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;          Quando estou nas ruas sem motivos, é como se a necessidade do medo fosse ativada. E não importa o quanto eu queira, eu não consigo ser mais forte do que minha sensibilidade e minha atenção à volta. Divido-me em três. O medo infantil que grita, chora, arranha, encolhe e esconde e busca segurança, sem harmonia social; a estabilidade e o intermédio com o mundo externo que dá gestos ao meu corpo, tornando cada movimento em cálculo, e vice-versa, procurando equivaler ao que se vê; e o receio, cautela, que arregala os olhos e sensibiliza o corpo e o que se sente, buscado reagir aos repugnantes possíveis pensamentos ou arapucas alheios.&lt;br /&gt;          &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;          Nenhum de nós (três) consegue enxergar que o ego é o maior erro, talvez a segunda pessoa, mas, logicamente, os dois errantes conseguem maior espaço, e a minha vida tem sofrido danos desde os surgimentos das minhas faces características.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-5878848363950402287?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/5878848363950402287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=5878848363950402287' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5878848363950402287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5878848363950402287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/12/cheiro-do-medo.html' title='cheiro do medo'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3499274463199594137</id><published>2008-12-07T03:45:00.000-02:00</published><updated>2008-12-07T03:49:20.770-02:00</updated><title type='text'>as marcas não são as mesmas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu vejo a cidade com um olhar de quem por fim descansa os pensamentos e as visões em coisas reais, concretas. Eu vejo as minhas ruas diferentes, os cenários mudaram, as ruas e os detalhes agora são outros, tornaram-se marrons, e o marrom, que por sinal nunca me interessou, hoje me diz ausência de vida. Não morte. Agonia, desalento, abandono, desistência..&lt;br /&gt;As marcas estão em todo lugar, embaixo dos calçados, nas calçadas, nas roupas enlameadas, nos pulmões que respiram poeira, nos olhos que ardem, nas mãos que secam e nas peles que se sentem imundas. Na lama que soterra não só aquilo que é tateável, mas também muitos de nossos sonhos e alguns sentimentos, gerando outros.&lt;br /&gt;A tristeza e o medo estão no marrom das ruas, na ausência de pessoas e nos postes que apagados ou caídos; ou quem sabe nas fortes histórias. A sensação de andar por esse cenário e de ‘idealizar’ as histórias gera dor, brutal, atípica, que mexe com as barreiras do sentir, de forma que nunca imaginei, e não quisera.&lt;br /&gt;Ser família hoje foi o melhor ‘eu te amo’ que poderia ouvir ou quem sabe o melhor carinho que meu corpo desejava. Estar na confusão do ouvir tudo e entender nada, das risadas até sem motivos, do gosto que as coisas só adquirem quando estamos juntos, da notícia de pessoas que eu nem conheço, mas muito me interessa, da imagem que guardo em mim mesmo de sorrisos de quem eu quero sempre ver sorrindo. Foi comum e especial. Da nossa maneira, diferente – mas nem tanto – sem palavras bonitas, sem gestos de afeto, o nosso ‘como sempre’ que sempre nos dá a certeza do amor presente.&lt;br /&gt;Foi-se o tempo das lamentações, porque até as marcas já estão transformando. Hoje é tempo de valorizar o que restou de uma forma que nunca fizemos antes. Nós que ainda estamos aqui temos esse privilégio de sentir novamente e com mais força todo o sentimento daquilo que nos restou, e tenho certeza que o faremos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3499274463199594137?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3499274463199594137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3499274463199594137' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3499274463199594137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3499274463199594137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/12/as-marcas-no-so-as-mesmas.html' title='as marcas não são as mesmas'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-845868964477954321</id><published>2008-12-05T00:06:00.000-02:00</published><updated>2008-12-05T00:07:13.160-02:00</updated><title type='text'>meus monstros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Incapacidade. Falta de intensidade. Vida rápida. Medos.&lt;br /&gt;Sinto que meus dias passam. Não como passam os seus. Mas como uma folha, em trajetória de desapego de uma árvore rumo ao chão: rápida e vã, despercebida entre tantas outras folhas no chão de um jardim. Sinto-me afogando na ampulheta, imóvel, tomado pela areia que a cada novo respirar me engole mais uma parte. Sinto o desespero perante a incapacidade (que criei) de não poder controlar as novas marcas que surgem sem parar por todo meu corpo.&lt;br /&gt;Meus dias são privados, isolados, seqüelas de judiações que sofri e que presenciei calado. Além da super-proteção que me ensinou que se há algum risco, melhor não tentar. Hoje olho meus pais, e vejo que a ousadia da tentativa incerta é o que lhes faltou para serem felizes. Vejo também que estou tornando-me um deles. O medo do escuro me ata por inteiro, mas aguça todos os meus sentidos, que pedem uma, sequer uma tentativa. Sem resultados.&lt;br /&gt;O meu interesse em ser aquilo que gostaria, em dominar o que me fascina, me torna impotente. Mas a repulsa em querer estar longe do que via nos espelhos do meu passado fala mais alto. Logo, não sou isto e nem aquilo. A incapacidade me fere feito furo de agulha. Forte, breve, mas sobretudo não mais se deseja sentir na vida. E por isso não costumo me arriscar.&lt;br /&gt;E meu medo maior, gerador de meus suicídios tão freqüentes (materialização de minha fuga, afinal, não se pode sentir duas dores ao mesmo tempo; assim crio e contemplo mil chagas por toda minha parte) é a tentativa frustrada. A minha maior e melhor defesa é a palavra que disparo como tiro de arma, sempre que questionado. “Eu não dei o meu melhor, se quisesse, faria mais.” Mas toda defesa é contestada por quem a defende, em algum momento, no escuro, no silêncio, no vazio. “E o meu melhor, seria suficiente?”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-845868964477954321?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/845868964477954321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=845868964477954321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/845868964477954321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/845868964477954321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/12/meus-monstros.html' title='meus monstros'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7902054272167708225</id><published>2008-11-29T23:04:00.000-02:00</published><updated>2008-11-29T23:12:18.373-02:00</updated><title type='text'>Espelhos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;I- Confesso que eu nunca estive satisfeito com o que vejo nos espelhos, todos, por toda minha vida. Recordo-me do meu primeiro espelho. Moldura de alguma madeira escura, simples mas bela, gosto até hoje. Espelho clássico, cheio de curvas e de modelo arredondado – modelo sim, porque design é conceito dos atuais. Passava muito tempo na frente dele, na inocência de não saber usá-lo. A infância me faz muita falta hoje. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;II- A perda da inocência tornou-se pecado, e em seu lugar, a repugnância e a culpa por tê-la deixado escapar. Se eu tivesse descoberto que a culpa não foi minha seria tudo mais fácil. Eu queria, então, fitar os olhos no meu sorriso refletido, durante horas, de forma que não causasse estranheza para mim, e sobretudo para os outros. Para tanto me trajava homogêneo, afogando-me com fantasias e máscaras e falas decoradas e entonações nem um pouco distintas. O meio era cruel e a solução foi impensada. Mas a culpa me manteve calado, omitindo eu mesmo. Os espelhos eram outros, e eram tantos.. e eu já não podia reconhecê-los. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;III- Mas o meu afogamento gerou rebeldia desordenada, intensa, e num ato em busca de ar, sobrevivência, despi-me de tudo que me cobria, arremessando cada peça em direções diferentes, uma delas atinge o espelho, rachadura, e por fim o maior baque: eu olhava o primeiro espelho que me permitia ser inteiro, e via um corpo nu, amorfo. Por baixo de todas as fantasias que montei, fantasias que tentei ser, durante alguns anos, não havia ninguém, não havia cicatriz, não havia nenhuma marca. Assim começa a minha vigília, partindo da primeira e única certeza: não quero ser como quem me rodeia.&lt;br /&gt;Uma imagem formada diz quem você é e com quem deve andar; é a forma primitiva de criar raízes, de abrigar-se na tempestade dos dias, de não ver sozinho as loucuras mundanas. E eu enlouqueci. Sem perceber, quebrei um pequeno espelho e a busca era tão intensa, tornou o fato imperceptível: ajoelhei-me diante dos cacos, rasgando a pele das mãos, dos joelhos, o coração, e a pergunta que até então era sussurro, tornou-se grito. Entre cacos, sangue e lágrimas, só uma pergunta se ouvia repetidamente: quem? Depois a fotografia da cena, calmaria, e com o tempo, a descoberta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;IV- Após o delírio a imagem ia, aos poucos, se formando. Mas quiseram as forças maiores que eu me apaixonasse, e diante da imagem amada, minha forma enquadrada no espelho, que estava descobrindo(-se) com sorrisos, ficava menor, incompleta, defasada em muitos pontos. A cada olhar, a cada espelho, via a deformação, cada vez mais acentuada. Eu não queria mais me ver, queria ser visto. Espelhos cobertos, ‘sem importância’. Estava eu me tornando reflexo de quem eu venerava. Na busca pela resposta do amor, queria ser sua imagem bonita no espelho, a confirmação, a resposta que não tive. Mas no silêncio, no vazio da minha presença e nada mais, o que cobria o espelho caía, e meu reflexo me envergonhava novamente. Forçava-me amá-lo e eu não tinha o mesmo propósito. Mas as forças maiores me desencantaram.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;V- Não me recordo quantos espelhos já vi, quantas imagens distorcidas já tive de mim mesmo, quantas formas e tamanhos e necessidades.. Com a imagem mais límpida a cada novo espelho, aprendi a brincar com meus reflexos, e gradualmente a utilizar cada um em seu momento adequado. Penso hoje que os espelhos que tenho me respondem do jeito que gostaria. Passo longos e intermináveis minutos em frente, olhos nos olhos e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Você pode apalpar a imagem do seu espelho ideal? Alcança seu reflexo? Cuide-se: espelhos matam.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7902054272167708225?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7902054272167708225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7902054272167708225' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7902054272167708225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7902054272167708225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/11/espelhos.html' title='Espelhos'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-2394466079906979697</id><published>2008-11-27T22:59:00.000-02:00</published><updated>2008-11-27T23:02:21.513-02:00</updated><title type='text'>algumas coisas que me intrigam</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SS9DDug3frI/AAAAAAAAACE/VkiyAtnZTEs/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273507419978694322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SS9DDug3frI/AAAAAAAAACE/VkiyAtnZTEs/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando será que eu vou poder, mais uma vez, andar nas ruas depois das dez? Quando, novamente, eu vou poder fazer piada, mostrar que de fato eu não me importo tanto assim e que não estou abalado? – não o quanto dizem que eu deveria estar.&lt;br /&gt;As novas histórias de morte(s) e/ou perda(s) estão passando sem parar na TV. Das seis e trinta às oito horas as primeiras pessoas do dia chorando suas perdas materiais. Logo ao meio dia, pessoas chorando a perda de suas pessoas queridas. Uma e pouco, as pessoas choram nos abrigos. Às sete e quinze as pessoas ilhadas acenam aos helicópteros. Às oito da noite os voluntários exemplares são exibidos, e por fim, no início das madrugadas, as reprises, ou não. O choque a cada nova história é inevitável, mas é só mais uma história e não é a minha! Infelizmente, ou não, eu não estou demasiado comovido.&lt;br /&gt;O sensacionalismo das notícias espreme lágrimas de rostos limpos, e para quê? Tem algum propósito saber o que aconteceu com as pessoas que não se faz idéia de quem sejam? Pra mim não. E certamente, receber uma notícia ruim pela televisão está longe de ser a melhor forma. Creio que isso seja sensacionalismo por ele mesmo.&lt;br /&gt;Morte acontece, tragédias acontecem diariamente. Por que o sofrimento e a vontade de ajudar (e eu falo da vontade de ajudar, e não do ato em si, porque reconheço as questões distância, grau de dificuldade do problema, etc.) se tornam tão ‘obrigatórios’ quando o problema está diante de nós? Céus, quantas pessoas morrem no oriente médio por conta da cegueira de uma fé distorcida? Quantos brasileiros perdem a vida na violência de nossas cidades, no perigo de nossas rodovias? Quantas pessoas morrem na África de diversas maneiras, inclusive por meio da fome? E isso tudo, que julgo ser de uma gravidade tão séria, se não mais, não nos causa espanto. Somos obrigados a ‘forçar a barra’ por ser uma catástrofe com a NOSSA Santa Catarina. Que pensamento nojento, vidas são vidas em qualquer lugar, com a mesma importância.&lt;br /&gt;A hipocrisia do luto forçado me enerva de uma forma incomum. Eu estou nem triste e nem feliz e gostaria do direito de poder sê-lo sem olhares repressivos. É assim que me sinto e não estou a fim de sofrer nenhuma dor inventada.&lt;br /&gt;Não pense que não estou colaborando: garanto ser um dos que mais está poupando água, além de me preocupar e participar das doações. Mas ao mesmo tempo, quero poder seguir a minha vida, com os meus assuntos e com as minhas coisas. A natureza foi e é severa e inevitável. E lembremos que estamos colhendo o que plantamos, e infelizmente, esse é o preço, justo ou não. Agora, sigamos. Como diria o poeta, porque o tempo não para.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-2394466079906979697?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/2394466079906979697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=2394466079906979697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2394466079906979697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2394466079906979697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/11/algumas-coisas-que-me-intrigam.html' title='algumas coisas que me intrigam'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SS9DDug3frI/AAAAAAAAACE/VkiyAtnZTEs/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-2394380097889505025</id><published>2008-11-27T00:57:00.000-02:00</published><updated>2008-11-27T01:44:19.071-02:00</updated><title type='text'>quando eu ainda te amo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A minha caixa de coisas velhas, que estava escondida e proibida, em qualquer canto, caiu: rompeu-se diante dos meus pés e contra minha vontade. Todas as músicas, as sensações, os filmes de horror que só existiram em minha mente, as visões surreais do mundo, o choro, o desespero, os braços e o coração trêmulos, vieram à tona novamente. E tudo isso volta a fazer sentido pra mim agora. Ouço as músicas e canto suas letras de desamor e volto a sentir realmente o que eu sentia há meses.&lt;br /&gt;A espera e a expectativa também voltaram. A febre de rejeição sequer decifra minhas portas fechadas: toma-me e desrespeita o mecanismo de minhas portas, me trancando de qualquer outra coisa se não minha dor: como se nada além disso tivesse importância. E os disfarces ficam vãos. E a atenção é toda sua e as palavras em volta soam estrangeiras, sem sentido. As outras pessoas perdem a importância. Os acontecimentos perdem a importância. Eu perco a importância – e o sentido também.&lt;br /&gt;Não queria culpá-la, mas a culpo. Afinal, se não é minha responsabilidade, deve ser sua, neste jogo a dois. Culpa de suas meias palavras e de suas brincadeiras (não) intencionais. Culpa de seu complexo de fênix: você some assim que pode e reaparece quando precisa, coincidentemente, momento em que quem não precisa mais, sou eu, de você.&lt;br /&gt;Pelo menos achava que não precisava. Mas a caixa onde eu guardei, com todas as dificuldades, todas as músicas, as sensações, os filmes de horror que só existiram em minha mente, as visões surreais do mundo, o choro, o desespero, os braços e o coração trêmulos, inflamou. Meu intento era apagá-la da minha memória, era esquecer aquilo que eu nunca mais desejei lembrar. Mas a verdade é que eu não consigo te odiar, com força, e a minha maior fuga surge quando penso que eu ainda te amo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-2394380097889505025?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/2394380097889505025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=2394380097889505025' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2394380097889505025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2394380097889505025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/11/quando-eu-ainda-te-amo.html' title='quando eu ainda te amo'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-8630791831459051002</id><published>2008-11-19T00:35:00.000-02:00</published><updated>2008-11-19T00:37:07.857-02:00</updated><title type='text'>quando escrevo meu punho dói.</title><content type='html'>Quando escrevo meu punho dói&lt;br /&gt;Minhas veias, tendões, músculos, cartilagem, dedos.&lt;br /&gt;Quando escrevo me faltam palavras&lt;br /&gt;Quando escrevo eu acelero, fico tenso&lt;br /&gt;Todavia quando leio, eu quero escrever.&lt;br /&gt;Quando escrevo o céu aumenta&lt;br /&gt;Vejo mais estrelas quando escrevo&lt;br /&gt;E os sonhos parecem maiores&lt;br /&gt;Porém o medo cala minha boca.&lt;br /&gt;Quando falo, não sou lírico&lt;br /&gt;Quando falo, me perco na rapidez dos movimentos&lt;br /&gt;E ainda quando penso sou confuso e deslembrado&lt;br /&gt;Mas quando escrevo, digo o que quero e do jeito que eu quero.&lt;br /&gt;Quando escrevo eu formalizo&lt;br /&gt;E sem vergonha de fazê-lo: contrário.&lt;br /&gt;Quanta ironia: um paradoxo&lt;br /&gt;Garotos que emudecem,&lt;br /&gt;Falam muito e falam bem,&lt;br /&gt;Caneteando, digitando, anotando, rabiscando, desenhando:&lt;br /&gt;Diga pouco,&lt;br /&gt;para que um dia digam de você,&lt;br /&gt;que tudo que você dizia&lt;br /&gt;era coisa bonita de ser dita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"tô bróxa", minha gente, estou "bróxa"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-8630791831459051002?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/8630791831459051002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=8630791831459051002' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8630791831459051002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/8630791831459051002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/11/quando-escrevo-meu-punho-di.html' title='quando escrevo meu punho dói.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-193606824317458896</id><published>2008-11-11T20:54:00.000-02:00</published><updated>2008-11-11T21:41:15.766-02:00</updated><title type='text'>vontades</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SRoXfthRfFI/AAAAAAAAAB8/vWatlv7Ey1U/s1600-h/album+6+fotolog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267548547725753426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SRoXfthRfFI/AAAAAAAAAB8/vWatlv7Ey1U/s320/album+6+fotolog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;sensação&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;sen-s-ação&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;sem ação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;V&lt;/span&gt;ontade. VON-TA-DE. É bom até de falar. Por sinal, quando essa está em minha mente, sinto minha boca mais molhada que o normal: é a vontade, exigindo lubrificação para poder passar e sair de minha boca, e se tornar palavra. Exigência que está longe de ser recusada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vontades. Secretas, deliciosas, indesejadas, realizadas, bizarras, nojentas, escondidas, provocadoras, insones, prazerosas, pecaminosas, aliciantes e tudo que se puder sentir, elas serão a alguém, algum dia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E meus olhos se abrem não comumente, de um mesmo jeito que minha pupila se dilata e na mesma rítmica que meu coração acelera, tão veloz que posso ouvi-lo sem querer. São minhas vontades que de tão ocultas e ocultadas, periodicamente quando se tornam insuportáveis, queimam-me o peito, fazem arder os pontos de prazer e de pecado e torturam minha cabeça, fazendo desse mal e bem estar, súplicas por realização.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Afinal, de que seriam as realizações sem as vontades? O prazer não seria tão prazer, e a vitória não teria este sabor de orgasmo. Entretanto, de que seriam também as vontades sem as realizações? Pergunte-me. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-193606824317458896?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/193606824317458896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=193606824317458896' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/193606824317458896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/193606824317458896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/11/vontades.html' title='vontades'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/SRoXfthRfFI/AAAAAAAAAB8/vWatlv7Ey1U/s72-c/album+6+fotolog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-6547307801725477679</id><published>2008-11-09T22:11:00.000-02:00</published><updated>2008-11-09T22:13:38.215-02:00</updated><title type='text'>Vá com deus!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                 A tempestade interna é uma fábrica de sonhos. Quando penso em tudo que quero, quando entendo o que se decodifica diante de minha mente, o coração sorri espontâneo. Imagino que os olhos brilhem mais nesses momentos, e a nova busca vai se concretizando, estou tão feliz!&lt;br /&gt;                Hoje cheguei a muitas conclusões.&lt;br /&gt;Sou uma pessoa diferente da maioria, caso contrário não viveria entre tantas mudanças, dúvidas, crises existenciais diárias, etc. Diferente também de quem eu imaginava ser, em meio a uma nova metamorfose, pois sei que não tenho o dom da escrita, da atuação: talvez agora eu não esteja pronto pra ser artista. A alma é essa, mas a idéia tem de evoluir.&lt;br /&gt;               Com o mesmo “tipo de pessoa” que sou hoje, existem mais algumas. Nós não temos paixões arrebatadoras, não temos grandes preferências, não temos um motivo especial para morrer por. Fazemos bem o que nos cabe, sem gostos ou desgostos, e em alguns momentos nos questionamos o que realmente estamos fazendo. Nós vivemos, e depois da erupção, buscamos mais. Buscamos muito. Cada um com sua especificidade. Eu quero mais da vida, eu quero mais assunto, mais inteligência, mais experiência, mais pessoas, mais conversas, lugares, gostos e saudades.&lt;br /&gt;               Imaginem que descobri finalmente o que quero de minha vida: nada! Nada além do que já tenho em mãos. A inquietude do aprender. E tudo vai se movendo em busca de um mesmo objetivo: o querer ter. Por ter sido uma criança mimada, e considero isso um ganho, quero tudo, e agora. E assim o farei, se me for possível: em busca do meu nada, que tão indefinido e revelador é e será.&lt;br /&gt;               E que a nova estrada se construa. Que os meus passos sejam proveitosos, que a caminhada seja longa e positiva, e que meus caminhos sejam satisfatórios. Que eu tenha uma boa sorte e uma bela trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Dreams – The Cranberries.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-6547307801725477679?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/6547307801725477679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=6547307801725477679' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6547307801725477679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/6547307801725477679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/11/v-com-deus.html' title='Vá com deus!'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7961695933912294382</id><published>2008-11-06T15:12:00.000-02:00</published><updated>2008-11-06T15:15:55.332-02:00</updated><title type='text'>1:31:43</title><content type='html'>Essa sensação novamente. Odeio-a. A vontade de me transpor para uma realidade que não é minha, que nem se quer é realidade, transborda e atormenta silenciosa e invisivelmente. E a sensação é indescritível, talvez decifrável: leva-me, deixe-me ser, deixe-me estar neste lugar. E tem forma: esfera oca, transparente e avermelhada, muito brilhante, que se inicia dentro do meu peito, seguindo às poucas carnes, à pele, aos pêlos; para fora. Faz-se grande, para fora. Cresce, pára a altura do nariz. Ruma aos meus pensamentos, duvida de minha força mental. Mas, que ousadia! Como é imbecil, como é grande e repugnante! Como se exalta! E, meu deus, como é bem sucedida! E se ao menos perfeita fosse, eu posso enxergar seus erros, mas não consigo senti-los com essa intenção! Sob que feitiço me encontro?&lt;br /&gt;Tenho medo. Amanhã, reconheço, é dia de insolação, horror. Amanhã e os outros dias. Não há o que fazer, não há por onde fugir. Rendo-me, e sinto essa sensação mais freqüentemente, ou esqueço. Nada seria tão fácil.. o ócio seria tão fácil. Mas a minha inquietude, minha paixão curiosa está desperta agora. Talvez não haja mais volta.&lt;br /&gt;Mais uma taça dessa sensação, talvez mais uma garrafa, e eu saberei como, por que, e de que maneira. Ah, eu o quero intensamente. É só uma questão de tempo, assim espero, enquanto vou à caça de seus motivos. Que a caça seja farta e o segredo desvendado. Não é a minha maior solução, mas encurta parte desse novo vazio que encontro em mim mesmo, diagnosticado definitivamente à segunda madrugada de terça-feira, 04/11.&lt;br /&gt;Esses novos sentimentos podem mudar toda e qualquer noção estabelecida até então. Quebrando meus métodos, tão prezados, rompendo minhas convenções, até as mais recentes. E agora, o que será? E depois, o que será depois? Essa provocação, esse turbilhão em meus devaneios me assustam, e me acrescentam. Como diz a frase, o que é pra ser, será.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7961695933912294382?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7961695933912294382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7961695933912294382' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7961695933912294382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7961695933912294382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/11/13143.html' title='1:31:43'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-510358315328056113</id><published>2008-11-04T17:09:00.000-02:00</published><updated>2008-11-04T17:11:34.423-02:00</updated><title type='text'>Má fama</title><content type='html'>Sempre foi uma das minhas prediletas. É o que me vem à cabeça quando penso em gramática, matéria. Isso porque gosto das tão presentes regras, que fazem a gramática metódica e ao mesmo tempo estável e invariável, ou quase. Falando sobre sua natureza estável, quem não gosta de estabilidade? Ou deveria dizer, eu gosto de estabilidade.&lt;br /&gt;                Mas voltemos à gramática. Nela, nem tudo são flores. As tão odiadas exceções espalham a má fama da coitada da gramática. Mas convenhamos, a gramática é clara, o problema está nas exceções! As vezes até mais presentes que as regras, tiram o sono de qualquer estudante ou de qualquer vestibulando.&lt;br /&gt;                Outra pedra no sapato são as regras em desuso. Por exemplo, a mesóclise. O nome estranho já assusta, mas a aplicação causa mais pavor. “Levar-te-ei os documentos”. É o correto, mas poucos sabem disso, e os que sabem pouco utilizam. E vilãs como essa, a gramática tem várias. A crase, o uso do trema, entre outros que nos deixam cheios de dúvida e fazem a gramática ser tão mal falada.&lt;br /&gt;                Não sou um profundo conhecedor da nossa gramática e freqüentemente me vejo cheio de dúvidas quanto ao uso disto ou daquilo. Mas apesar disso (e não disto), e de todas as complicações que são postas à gramática, julgo importante conhecer a estrutura da nossa língua. Ouso dizer, ainda, que a má fama da gramática é coisa de faladores que não a conhecem bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-510358315328056113?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/510358315328056113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=510358315328056113' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/510358315328056113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/510358315328056113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/11/m-fama.html' title='Má fama'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-2369949041362294075</id><published>2008-11-03T13:20:00.000-02:00</published><updated>2008-11-03T13:21:39.541-02:00</updated><title type='text'>Desculpe-me.</title><content type='html'>Mas quando bebo, lembro-me de algumas coisas. Àquela noite, tive más lembranças de você.&lt;br /&gt;Quantos meses foram deixados desde então? E ainda não compreendo como isto aconteceu, não sei ao certo quando e nem de que maneira.&lt;br /&gt;Eu deixei você pra trás. No começo, simbolicamente, não querendo você por inteiro: somente seu corpo. E dessa vez eu o tinha, não como antigamente que me deixavas à vontade. Talvez por um medo seu de me perder por inteiro. E depois, te deixei num ato simples. E sinto que aí foi nosso final: o triste final do nosso drama, e o início da minha nova liberdade.&lt;br /&gt;Por quantas tentativas fracassadas eu lamentei?  Quantos sonhos eu me obriguei a criar, sem nenhum sucesso e sempre voltando a você, com a alma suja e a cara envergonhada. Vergonha de mim mesmo, sem vergonha de você.&lt;br /&gt;Tudo isso. Tudo pra nada. Foi naturalmente, assim como o meu fascínio repentino por você. Ah, quem me dera saber antes que esse seria o fim.&lt;br /&gt;A falsa amizade é o que ficou, pateticamente. “Sem ressentimentos”, que ironia!  Tenho pena de nós mesmos a qualquer contato que mantemos. É plástico, e não faz mais sentido.&lt;br /&gt;Eu confesso que a vontade física até hoje me desperta alguma coisa, forte, da cabeça aos pés. Mas passa.&lt;br /&gt;E tantas recordatórias somente pra te dizer que fui, sim, hostil àquela noite. Não quis ver você, e o sorriso amarelo foi nada mais do que cumprir as formalidades sociais. Nada proposital, entenda, é somente a lucidez do álcool. E receba um conselho: não confie mais em mim. Lembre-se também que eu não mordo mais suas iscas baratas, mas elas são estupidamente engraçadas para mim, portanto continue! Enfim, saiba que por mais complicado que ainda seja, eu já posso reconhecer quem você realmente é.&lt;br /&gt;Não me importo mais, não quero que seja feliz nem triste, eu nem faço questão de que você seja. Pois isso pra mim já passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-2369949041362294075?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/2369949041362294075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=2369949041362294075' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2369949041362294075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2369949041362294075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/11/desculpe-me.html' title='Desculpe-me.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1847949383512040216</id><published>2008-10-22T23:35:00.000-02:00</published><updated>2008-10-22T23:39:57.228-02:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>sem tempo!&lt;br /&gt;sem tempo nenhum, e com vergonha disso tudo que eu escrevo&lt;br /&gt;acreditem vocês, cheguei a achar que eu sabia escrever, enfim, isso me envergonha, porém me motiva..&lt;br /&gt;as coisas estão mais calmas, e mais decididas. Pelo menos por enquanto.&lt;br /&gt;Consegui aquilo que eu queria! =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e como me disseram, coincidências não existem: há uma razão e uma explicação para tudo isso que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, dê-me tempo, deus!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1847949383512040216?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1847949383512040216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1847949383512040216' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1847949383512040216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1847949383512040216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/10/blog-post.html' title='.'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1750081558507381066</id><published>2008-10-14T23:12:00.000-03:00</published><updated>2008-10-14T23:45:07.385-03:00</updated><title type='text'>back to black</title><content type='html'>eu não quero novamente&lt;br /&gt;estou com medo&lt;br /&gt;medo&lt;br /&gt;dome&lt;br /&gt;controle suas sensações&lt;br /&gt;entre no seu mundo de sensações&lt;br /&gt;"bote a mão na ferida"&lt;br /&gt;conheça seus medos&lt;br /&gt;invente mentiras&lt;br /&gt;acredite nelas&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;mude&lt;br /&gt;destrua o que te mata&lt;br /&gt;construa o que lhe dê vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paredes do meu quarto já ouviram demais, já viram demais, já foram acariciadas, já foram arranhadas, já foram socadas. Tudo já foi feito. De novo não, livra-me desse tormento.&lt;br /&gt;Eu já experimentei a tristeza de vários modos, eu já me fragilizei demais. De novo não, livra-me desse tormento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tira a loucura de dentro de mim. Afasta essa insanidade dos meus pensamentos, para que eu possa me esquecer pra sempre, ou faça-me vivê-la de qualquer modo para que eu possa conhecê-la e ser parte dela. Isso. Faça isso. Torna-me o mais feliz e o mais instável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberta-me da prisão que estou espontaneamente. Quem mais gosta de mim levou-me até a porta. Mas eles são cegos, e eu vejo muito bem. Eu preciso pensar. Eu preciso de intelecto, para mim, criatura ingnorante e ao meu redor. Liberta-me dos métodos plásticos sem serventia; traga luz e supra minha carência de luz. Liberta-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;construa o que lhe dê vida&lt;br /&gt;destrua o que te mata&lt;br /&gt;mude&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;acredite nelas&lt;br /&gt;invente mentiras&lt;br /&gt;conheça seus medos&lt;br /&gt;"bote a mão na ferida"&lt;br /&gt;entre no seu mundo de sensações&lt;br /&gt;controle suas sensações&lt;br /&gt;dome&lt;br /&gt;medo&lt;br /&gt;estou com medo&lt;br /&gt;eu estou novamente&lt;br /&gt;buraco sem fim&lt;br /&gt;não se sinta seguro&lt;br /&gt;queda&lt;br /&gt;medo&lt;br /&gt;sem fim&lt;br /&gt;final sem fim&lt;br /&gt;morte&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1750081558507381066?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1750081558507381066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1750081558507381066' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1750081558507381066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1750081558507381066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/10/back-to-black.html' title='back to black'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-2313983849816880152</id><published>2008-10-12T16:49:00.001-03:00</published><updated>2008-10-12T16:57:49.842-03:00</updated><title type='text'>Esquadros</title><content type='html'>Eu ando pelo mundo prestando atenção&lt;br /&gt;em cores que eu não sei o nome&lt;br /&gt;cores de Almodóvar&lt;br /&gt;cores de Frida Kahlo, cores&lt;br /&gt;Passeio pelo escuro&lt;br /&gt;eu presto muita atenção no que meu irmão ouve&lt;br /&gt;e como uma segunda pele, um calo, uma casca,&lt;br /&gt;uma cápsula protetora&lt;br /&gt;Eu quero chegar antes&lt;br /&gt;pra sinalizar o estar de cada coisa&lt;br /&gt;filtrar seus graus&lt;br /&gt;Eu ando pelo mundo divertindo gente&lt;br /&gt;chorando ao telefone&lt;br /&gt;e vendo doer a fome nos meninos que têm fome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela janela do carro&lt;br /&gt;pela janela do quarto&lt;br /&gt;pela tela, pela janela&lt;br /&gt;(Quem é ela, quem é ela?)&lt;br /&gt;eu vejo tudo enquadrado&lt;br /&gt;remoto controle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando pelo mundo&lt;br /&gt;e os automóveis correm para quê?&lt;br /&gt;as crianças correm para onde?&lt;br /&gt;transito entre dois lados de um lado&lt;br /&gt;eu gosto de opostos&lt;br /&gt;Exponho meu modo, me mostro&lt;br /&gt;Eu canto para quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela janela do quarto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?&lt;br /&gt;minha alegria, meu cansaço?&lt;br /&gt;Meu amor, cadê você?&lt;br /&gt;Eu acordei&lt;br /&gt;não tem ninguém ao lado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela janela do quarto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Esquadros - autoria e interpretação de Adriana Calcanhotto)&lt;br /&gt;genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espero melhoras..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-2313983849816880152?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/2313983849816880152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=2313983849816880152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2313983849816880152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/2313983849816880152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/10/esquadros.html' title='Esquadros'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7807499347028286</id><published>2008-10-11T14:22:00.000-03:00</published><updated>2008-10-11T14:40:19.074-03:00</updated><title type='text'>E agora, Creusa?</title><content type='html'>O ódio de ontem se concretiza hoje, tornando-me patético. Eles dizem: nós devemos mudar, devemos deixar de ser arrogantes e de visar acúmulos para dar atenção aos necessitados. Necessitados somos &lt;strong&gt;nós&lt;/strong&gt;, necessitados de reconhecimento e segurança, será isso tão subjetivo?&lt;br /&gt;Emprego, e isso eu sei por experiência própria, tem sobrando! Atenção à saúde, às políticas públicas e aos programas sociais que beneficiam os menos favorecidos tem até demais! Pobre tem atenção, rico manda, o que  nos sobra? Estamos nos tornando invisíveis.&lt;br /&gt;Esqueça este papo de humanização. Ladrão, assassino, traficante e nós somos todos bichos. Mas se luta propriamente dita por sobrevivência não é permitida, que não seja também aos ladrões, assassinos e traficantes. Fazemos de tudo para sermos honestos perante uma sociedade falha  e se saímos da linha somos 'devidamente' punidos, rigor que normalmente só se aplica à classe média.  Fazemos de tudo para pagar o público (obrigação) e o privado (necessidade). É assim com a saúde, educação, transporte, segurança, infra-estrutura, aposentadoria.. Não é fácil, mas ninguém está vendo e ninguém está protestando! Não temos tempo pra isso?&lt;br /&gt;Eu fui roubado, e isso me revolta. E se fosse com você, senhor politicamente correto? Você ainda compreenderia? Não me venha com ' ele não tem culpa, faz isso para sobreviver por estarmos numa sociedade capitalista'. Não fomos nós quem escolheu o capitalismo, mas sobretudo demos um jeito de nos adaptar a ele, trabalhando. Se há ou não um fato histórico de falta de condições, nossa culpa não é, e nem queremos saber de quem é.&lt;br /&gt;Queremos condições básicas, para que possamos fazer com mais ânimo o que já fazemos. Não importa como, mas precisamos acabar com esses problemas sociais como a falta de segurança. Um tanto maquiavélico, mas necessário, e urgente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7807499347028286?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7807499347028286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7807499347028286' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7807499347028286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7807499347028286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/10/e-agora-creusa.html' title='E agora, Creusa?'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-3327632122617784422</id><published>2008-10-07T22:28:00.000-03:00</published><updated>2008-10-07T23:18:05.808-03:00</updated><title type='text'>ODE AO ÓDIO</title><content type='html'>Ódio não passa de ranger de dentes:&lt;br /&gt;sua própria dor de cabeça.&lt;br /&gt;Ódio é somente travesseiro rasgado:&lt;br /&gt;danos à sua propriedade.&lt;br /&gt;Ódio não passa de gritos insanos:&lt;br /&gt;sua própria imagem mal vista.&lt;br /&gt;Ódio é somente pratos quebrados:&lt;br /&gt;seu próprio dinheiro desperdiçado.&lt;br /&gt;Ódio não passa de choro forçado:&lt;br /&gt;lágrimas secas que sujam a cara.&lt;br /&gt;Ódio passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: existe cérebro em sala de aula!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-3327632122617784422?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/3327632122617784422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=3327632122617784422' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3327632122617784422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/3327632122617784422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/10/ode-ao-dio.html' title='ODE AO ÓDIO'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-5692315577029411323</id><published>2008-10-04T02:05:00.000-03:00</published><updated>2008-10-04T02:28:48.164-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Observar o circo pela vista do palhaço é interessante, porém, satura. Auto-estima? Não me recordo. Parte da lama, esgoto que flui. Lixo em resumo. Só aquela esperança sem razão que ironicamente ainda me motiva.&lt;br /&gt;O vazio continua no seu devido lugar que não lhe é de direito. Menos alimentado, mas em momentos assim ele aparece. E foda-se sua crise, foda-se sua morte lenta, foda-se seu câncer latente. Esse meu arquivo morto sem procedentes não me sai da cabeça, e é assombrado periodicamente por insistência do meu nojo próprio e à minha face patética.&lt;br /&gt;Despido de qualquer armadura, me entrego por inteiro para contemplar e festejar e mastigar e foder todas as minhas derrotas. Um brinde ao fracasso, patético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar. Lavar a cara. Recomeçar mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o vazio continua aqui. Aqui. Dentro do organismo podre. Oco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-5692315577029411323?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/5692315577029411323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=5692315577029411323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5692315577029411323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/5692315577029411323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/10/observar-o-circo-pela-vista-do-palhao.html' title=''/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1622125704089788248</id><published>2008-09-28T23:19:00.000-03:00</published><updated>2008-09-28T23:41:28.865-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma das palavras mais difíceis de se traduzir no mundo: &lt;em&gt;saudade&lt;/em&gt;. A falta que alguém/algo faz quando vai embora, morre. Inesperado, e passa. Rapidamente ou não. Com a presença daquilo que faltava, ou não.&lt;br /&gt;Ontem eu senti saudades antecipadas, e não fui o único. Percebi como somos sempre dependentes e apegados às coisas e às pessoas.. de um jeito assutador. Isso me faz acreditar mais tanto no amor quanto na ambição, e principalmente na possessividade, pelo lado bom, ou não.&lt;br /&gt;É inexplicável, dói, tudo lembra, desconcentra, chateia..&lt;br /&gt;A pior saudade é aquela que foge do conceito. Saudade de alguém que vive do seu lado. E eu sempre me pergunto, quando a sinto: por que chegou a esse ponto? Mas são coisas da vida. E como diria Rita Lee, "alguém quando parte é porque outro alguém vai chegar", e qualquer sentido é válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô com pressa. Boa semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1622125704089788248?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1622125704089788248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1622125704089788248' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1622125704089788248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1622125704089788248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/09/uma-das-palavras-mais-difceis-de-se.html' title=''/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-9217113717660905115</id><published>2008-09-21T18:06:00.000-03:00</published><updated>2008-09-21T19:48:41.731-03:00</updated><title type='text'>[des]amores [in]alcançados</title><content type='html'>[Brinque com o título e reflita. Pense não só nos jogos prefixais, mas em suas experiências.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensação louca que sentimos,&lt;br /&gt;Amor pela beleza e pelo prazer doem mais na hora do fim, &lt;em&gt;e&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Amor platônico passa sem sentir necessidade, sem abstinência: faz chorar, mas não maltrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é difícil gostar de si próprio, e se fosse possível algumas vezes já teria "terminado comigo mesmo". Mais complexo ainda é conviver com alguém. Deparamo-nos na maioria das vezes com duas guerras internas em conurbação, o que obviamente piora as coisas. Mas há quem diga que isso é possível, e eu imagino que seja, contanto que se tenha um estoque invejável de paciência, força de vontade, compreensão e, finalmente, perdão, que ao meu ver formam o arsenal da monotonia e da chatisse. Aliás se esse for o único meio, prefiro estar sozinho. E ao mesmo tempo com todos, ou todas as possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolvimento profundo é sofrimento certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-9217113717660905115?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/9217113717660905115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=9217113717660905115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/9217113717660905115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/9217113717660905115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/09/desamores-inalcanados.html' title='[des]amores [in]alcançados'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-7133887240505027536</id><published>2008-09-14T02:29:00.000-03:00</published><updated>2008-09-21T19:52:41.221-03:00</updated><title type='text'>felicidade</title><content type='html'>tema batido mas muito questionado e discutido por todos... você é &lt;strong&gt;feliz&lt;/strong&gt;? &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt; sou feliz? ou indo ainda mais longe, porque &lt;strong&gt;temos&lt;/strong&gt; que ser &lt;strong&gt;felizes&lt;/strong&gt;? por que o normal, o equilíbrio está na felicidade? o que seria esse estado de espírito? o que poderia te &lt;strong&gt;definir&lt;/strong&gt; feliz?&lt;br /&gt;perguntas temos várias, tente se responder...&lt;br /&gt;ser feliz é coisa de momento. pode ser coisa rápida, pode passar, pode ser de véspera ou "era feliz e não sabia". Talvez devemos ser felizes, pois ser triste é fácil, ao contrário de ser feliz, e como qualquer valor em nossa sociedade, esse também não viria fácil. Muitos ficam felizes com pouco. Com objetos, quando amam, quando alcançam suas metas... ou simplesmente por estarem em situações melhores que as dos outros, pensamento um tanto egoísta e que deveria, sim, gerar tristeza, mas em fim, é assim que somos. Tenho andado um tanto longe desse sentimento, ou talvez tenho alcançado-o momentaneamente, porém rápido demais. Acho que &lt;em&gt;estou&lt;/em&gt; feliz, e em alguns aspectos, como o profissional. Pensando agora e cheguei à conclusão de que a felicidade é uma estratégia ótima. O que seria do consumismo, se o normal fosse 'ser triste'? Não precisaríamos de mais nada. Ser feliz é uma meta que querem que alcancemos, mas querem também que essa sensação passe rápido, para buscarmos mais dessa tal felicidade.&lt;br /&gt;Em fim, poderia falar milhões de coisas a respeito, e não chegaria à uma conclusão formada. Seguimos assim então, buscando por esse caminho na corda bamba, que nos faz tão bem: sejamos felizes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-7133887240505027536?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/7133887240505027536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=7133887240505027536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7133887240505027536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/7133887240505027536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/09/felicidade.html' title='felicidade'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3879074869182824202.post-1821736982662934656</id><published>2008-09-01T22:43:00.000-03:00</published><updated>2008-09-01T23:33:02.017-03:00</updated><title type='text'>buenas!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cccccc;"&gt;porque eu tenho mil coisas pra dizer, e quando chego aqui esqueço todas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cccccc;"&gt;posso começar falando aquilo que digo a todos..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cccccc;"&gt;posso dizer que eu faço publicidade e propaganda, amo artes cênicas, fico de cara com os problemas político-econômico-sociais; ainda serei jornalista e aprenderei a tocar teclado e piano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cccccc;"&gt;eu tento fazer alguma coisa de diferente, ou planejar coisas, ou pensá-las..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cccccc;"&gt;melhor do que não pensar (:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cccccc;"&gt;e aqui estarão meus registros de coisas que eu gostaria de dizer... (:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cccccc;"&gt;hoje é isso.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3879074869182824202-1821736982662934656?l=7e13.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7e13.blogspot.com/feeds/1821736982662934656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3879074869182824202&amp;postID=1821736982662934656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1821736982662934656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3879074869182824202/posts/default/1821736982662934656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7e13.blogspot.com/2008/09/porque-eu-tenho-mil-coisas-pra-dizer-e.html' title='buenas!'/><author><name>Marco Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04676774853300897078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_p6kkutM_tvg/TPKHauKItcI/AAAAAAAAASw/uYFXnq2fKCM/S220/msn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
